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três mortos 19.01.2026 | 15h49

Mortes em hospital do DF; vítima recebeu desinfetante na veia

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Divulgação/Agência Brasil - Arquivo

Divulgação/Agência Brasil - Arquivo

Um dos três técnicos de enfermagem presos por suspeita de envolvimento na morte de três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), é suspeito de injetar desinfetante na veia de uma das vítimas.

 

Os pacientes, que tinham 33, 73 e 75 anos, estavam internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital. Eles morreram em dezembro último, em decorrência de supostas condutas inapropriadas adotadas pelos suspeitos.

 

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A informação sobre o uso de desinfetante por um dos investigados foi divulgada pelo delegado Mauricio Iacozilli, da CHPP (Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa) da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal), em entrevista à RECORD.

 

“Ele [o técnico de enfermagem] fez quatro aplicações com medicação [em uma paciente]. De 10 a 15 minutos após cada uma, a vítima teve uma parada cardíaca, e a equipe [de saúde] conseguiu ressuscitá-la. Então, ele foi à pia do leito, pegou um desinfetante hospitalar e fez mais de 10 injeções nela”, detalhou Iacozilli.

 

Operação policial
O técnico de enfermagem que teria injetado desinfetante na vítima tem 24 anos e chegou a invadir computadores de médicos para falsificar receitas prescritas, segundo as investigações. A PCDF ainda apura a possível motivação para os assassinatos.

 

O trio de funcionários suspeito de ter envolvimento na morte dos três pacientes foi demitido do Hospital Anchieta, que pediu a abertura de um inquérito policial sobre o caso.

 

Os óbitos ocorreram em 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025. A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou as informações sobre a Operação Anúbis nessa manhã e que as prisões se deram em duas etapas: dois dos suspeitos foram detidos em 11 de janeiro, e a terceira investigada, na última quinta-feira (15).

 

Também houve cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia (DF) e Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal.

 

Por se tratar de um caso que tramita em segredo de Justiça, a PCDF não divulgou outros detalhes sobre as mortes das vítimas.

 

Leia a nota do hospital na íntegra:


O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.

 

Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que, em menos de 20 dias, resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.

 

Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos – os quais haviam sido desligados da instituição –, as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.

 

Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora.

 

Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de Justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.

 

O hospital entende que o segredo de Justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.

 

O hospital, enquanto também vítima da ação desses ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.

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