campeão mundial de jiu-jítsu 31.08.2022 | 03h00
Reprodução/Instagram
A reconstituição da morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo – baleado na cabeça no dia 7 de agosto, durante uma briga em um show no clube Sírio, na zona sul de São Paulo – será realizada nesta quarta-feira (31).
Esse tipo de exame é um procedimento investigatório que se baseia nos relatos das testemunhas que estavam no local e presenciaram o crime. Além disso, tem como objetivo ouvir ainda o próprio acusado, no caso o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, que confessou ter efetuado o disparo que tirou a vida do lutador.
A reconstituição, executada pelo instituto de perícia da polícia científica, visa reproduzir os últimos momentos que envolveram o fato até a hora da morte do atleta, com base naquilo que é narrado pelas testemunhas.
Há cerca de dez dias, a Polícia Civil aceitou o pedido da reconstituição do crime feito pela defesa do policial militar acusado de matar Leandro. A petição foi assinada pelo advogado Cláudio Dalledone. O PM Henrique Velozo está detido no Presídio Romão Gomes.
O pedido, segundo o advogado, foi para "elucidar as dúvidas consistentes que ainda emanam dos autos, especialmente acerca da dinâmica dos atores do evento, postura dos personagens, trajeto e trajetória do disparo efetivado".
Segundo Dalledone, o tenente teria agido por defesa após ser cercado por seis lutadores durante a discussão. Ele ainda chegou a pedir ao 16° DP (Vila Clementino), responsável pelas investigações, exames complementares no corpo de Leandro Lo, como de alcoolemia e toxicológico.
De acordo com o boletim de ocorrência, após uma breve discussão, Henrique foi até a mesa de Leandro com alguns amigos e passou a fazer gestos com uma garrafa da mesa. O lutador então tirou a garrafa da mão do policial com um golpe e o derrubou na mão, imobilizando-o. Amigos de Leandro Lo separaram a briga.
Em seguida, o agente de folga deu a volta na mesa, sacou uma arma e atirou na cabeça da vítima. Após o disparo, o policial chutou o lutador duas vezes e fugiu.
Ainda na data do crime, Henrique Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar, teve a prisão decretada e foi encaminhado ao Presídio Romão Gomes.
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