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belo horizonte 21.11.2020 | 09h41

Taxista é suspeito de injúria racial e agressão física contra passageiro

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Reprodução/Record TV Minas

Reprodução/Record TV Minas

Um taxista de Belo Horizonte é suspeito de ter cometido um ato de injúria racial e de agredir fisicamente um passageiro após o fim de uma corrida.

 

O consultor de tecnologia Valdir Dorotéio de Jesus, de 42 anos, afirma que os desentendimentos começaram logo que ele entrou no veículo. O motorista estava sem máscara e o passageiro pediu que ele colocasse a proteção. O taxista atendeu o pedido, mas teria ficado incomodado.

 

Na sequência, ao fim da corrida, o motorista não interrompeu a contagem do taxímetro e o valor da corrida continuou aumentando mesmo após ter terminado. O passageiro pediu para realizar o pagamento por cartão de crédito, mas o motorista alegou que a maquininha estaria sem carga. Segundo Jesus, os xingamentos teriam começado neste momento.

 

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— Eu disse que aceitaria pagar o valor que estava no taxímetro no momento da chegada, mas ele não aceitou. Começou a gritar, falando para eu sair do carro dele.

 

O restante da confusão foi registrada por câmeras de segurança de um prédio do Centro de Belo Horizonte. Jesus entra no edifício, mas é seguido pelo taxista. Na sequência, os dois começam a discutir, até que o motorista agarra o pescoço da vítima, e, na sequência, o empurra para dentro do prédio.

 

— Ele tenta me enforcar e depois ainda me empurrou. A vontade dele de agredir é tamanha que ele chegou a retirar a máscara e me chamar de “macaco”.

 

Injúria

O porteiro do edifício, Juscélio dos Santos, afirma ter observado boa parte da confusão. Ele alega que tentou separar a briga, mas, ao ser xingado pelo taxista, a vítima decidiu sair do prédio e encarar o suspeito.

 

— Eu tentei segurar ele, mas aí o motorista chamou ele de “ladrão”. Não teve como, ele saiu e disse que ia chamar a polícia para ele.

 

Logo após o desentendimento, Valdir de Jesus acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência. Durante o depoimento, o suspeito acusa o passageiro de ter batido a porta com violência, e, ao sair para verificar se ela havia sido danificada, teria sido agredido pelo consultor. Ele também negou ter chamado o motorista de “macaco” e “ladrão”.

 

A defesa da vítima afirma que já entrou na Justiça pedindo uma punição para o taxista e também reparação por danos morais. Para a revolta da vítima, o suspeito não foi preso. Valdir de Jesus afirma que não se cala diante de ofensas deste tipo e tenta ensinar seus filhos à agirem da mesma maneira.

 

— A nossa luta é muito maior do que eu. Muitas pessoas não têm voz para falar sobre o que sentem. Eu já ensinei meus filhos à não ficarem calados.

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