denúncia feita por vizinhos 02.02.2021 | 08h46
Reprodução/Record TV
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decretou, na segunda-feira (1º), a prisão preventiva do pai, da madrasta e da filha dela, acusados de manter um menino de 11 anos acorrentado dentro de um tonel nos fundos da residência da família, em Campinas.
A promotora da Infância e Juventude da cidade vai apurar se o Conselho Tutelar e o CAP (Centro de Atenção Psicosocial) já tinham conhecimento da situação enfrentada pelo garoto, libertado por policiais militares no dia 30 de janeiro, após denúncia feita por vizinhos.
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Em nota, o Conselho Tutelar informou que acompanha a família há um ano, desde que recebeu denúncias sobre as fragilidades de saúde e das relações afetivas. Os últimos relatórios e reuniões indicavam que a situação da criança vinha evoluindo de forma positiva.
"Na divulgação feita pela mídia da brutal violência cometida contra esta criança, tem sido dito que o Conselho Tutelar tinha conhecimento da situação e nada fez. E ISSO NÃO É VERDADEIRO", diz o texto.
O órgão informa ainda que logo após o resgate da criança, realizado no sábado (31), o Conselho Tutelar adotou providências necessárias para garantir os direitos e a proteção do garoto.
Comoção
A história do menino comoveu até mesmo agentes da segurança pública já acostumados com a lidar com a violência nas ruas.
"Eu, particularmente, em 15 anos na Polícia Militar, nunca vi um policial chorando em uma ocorrência. Essa foi a primeira vez que eu vi vários policiais chorando", disse o tenente da PM Juliano Cerqueira, que participou do resgate do garoto.
O caso
De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, tudo começou a partir de uma denúncia anônima, de que havia uma criança trancada num cômodo de uma residência no Jardim das Andorinhas, dentro de um tonel e que estava amarrada.
Os agentes, então, foram ao local e entraram na residência. Ao vasculhar o imóvel, encontraram a criança em um cubículo e, conforme a denúncia, dentro de um tambor, amarrada. O menino ficava debaixo de sol, por longos períodos, sem água ou alimentação. Por isso, estava desidratado e desnutrido. Segundo os agentes, ele pesa cerca de 25kg.
Aos policiais, o garoto disse que, quando sentia fome, comia as próprias fezes. Conforme as informações iniciais, o pai e a irmã, que são usuários de drogas, prendiam o garoto com frequência para saírem para beber em bares da cidade.
O menino foi retirado da casa e, em seguida, atendido pelo Samu. Logo depois dos primeiros socorros, foi encaminhado ao Conselho Tutelar da cidade.
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