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DEU EM A GAZETA 19.08.2026 | 06h57

38 mil agressores de mulheres já são monitorados em MT

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Cerca de 38 mil autores de violência doméstica são monitorados em Mato Grosso e recebem um “score” (pontuação) de classificação de risco, que permite um acompanhamento mais detalhado pelas forças de segurança. A iniciativa inédita faz parte do Painel de Monitoramento Hierárquico de Agressores, o PEMHA. Segundo a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, trata-se de um sistema que reúne informações sobre agressores identificados em registros de ocorrência feitos por mulheres em Mato Grosso.

 

O sistema estabelece uma classificação desses agressores, levando em consideração fatores como a quantidade de registros, o tipo de ameaça e a existência de agressões físicas ou psicológicas. Com base nessas informações, o software atribui uma pontuação ao agressor.

 

“Existe um sistema de registro de ocorrências policiais e, a partir dele, desenvolvemos um software capaz de analisar todos os boletins registrados. Esses casos nem sempre evoluem para a solicitação de medidas protetivas, mas já contamos com um banco de dados de 38 mil agressores cadastrados. O painel identifica o grau de risco representado por cada agressor e o nível de ameaça que ele oferece. A Polícia Militar e os grupos de apoio realizam visitas preventivas, orientando esses indivíduos e informando que estão sendo monitorados. Essa é uma iniciativa inédita no país”, informou Susane.

 

A classificação de risco dos agressores permitirá que as forças de segurança acompanhem os casos de forma preventiva. A medida prevê visitas presenciais realizadas por equipes da Polícia Militar antes mesmo da concessão de medidas protetivas, com o objetivo de impedir a escalada da violência e reduzir os casos de feminicídio. Durante as visitas, os policiais orientarão os investigados sobre as consequências da violência doméstica e informarão quais providências poderão ser adotadas pelo Estado caso o comportamento violento persista.

 

“Vamos imaginar o caso de uma mulher chamada Joana. Ela sofre agressões psicológicas, registra a ocorrência e encerra o relacionamento. Posteriormente, esse mesmo agressor se relaciona com outras mulheres e acumula novos registros. Assim, conseguimos identificar padrões de comportamento e reconhecer indivíduos com potencial para a prática de crimes contra mulheres”, disse.

 

A coronel frisa que é importante destacar que os feminicidas nem sempre apresentam um histórico progressivo de violência. Às vezes, não há qualquer registro anterior e, ainda assim, o crime acontece. Em outros casos, não há registros simplesmente porque a vítima nunca procurou as autoridades.

 

“Esse é um aspecto fundamental no enfrentamento à violência doméstica. Muitas mulheres ainda não denunciam os casos e, consequentemente, ficam sem a proteção do Estado. Não há como identificar uma situação de violência sem que ela seja comunicada. Por isso, é fundamental que a vítima procure ajuda”.

 

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Comentários

Rafael - 19/08/2026

E você acha isto certo? Monitorar "38 mil pessoas" sobre a "justificativa" de que eles são "agressores" de mulheres? Se são 38 mil pessoas, e cada indivíduo representa um casal, são 76 mil pessoas. Cada casal possuí dois filhos, ou mãe, ou pai, ou familiar - 152 mil residências monitoradas pelo estado, por HOMENS da POLICIA; vagabundos, irmao, sob a justificativa de "agressão". O que este pessoal não faz nestas zonas cinzentas e periféricas. Imagine: o policial vai na casa do indivíduo intimida-lo sem ordem nenhuma, sem pedido de liminar, sem causa efetiva, sem consentimento da justiça. Imagine um policial lixo, batendo na sua porta as 19 horas da noite, querendo saber por conta de um boletim de ocorrência de 5 anos atrás, se você está na linha ou não, sem justa causa, sem materialidade, sem comprovação, sem trânsito em julgado. E se a denúncia for anônima, irmao? E se ela tampouco for real? Você não está entendendo que essa pilastra, é este estado, estão entrando dentro da vida das pessoas sob esta justificativa? E se o teu telefone for monitorado, é de todos os teus familiares, por conta deste fato isolado de 5 anos atrás? De forma ilegal. Tudo o que está "atamanho" está dizendo aí, é de forma ILEGAL. E está mulher, no mínimo deve responder com a exoneração e a atribuição na esfera do Tribunal Militar (o que não responde mais sob júri, agora é pelo TJMT) sobre estas "iniciativas". E o governador do Estado também deverá responder sob qual pretexto foi realizado tais operações ilegais sem materialidade do fato. Uma coisa irmao, é você realizar um crime com materialidade, e trânsito. Outra coisa, é uma pauta lésbica destas aí mandar entrarem na sua casa, sem você ter feito absolutamente nada. Entendeu o que este povo passa? Vamos exonera-la. E foda-se. É você quem irá discutir com índio, irmao? Não. E nem eu. Vamos apenas exonerar, e cada um que se foda. Isto aí, está mulher já deveria saber, por ser cargo de ofício.

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