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DEU NA GAZETA 10.11.2019 | 07h32

40 famílias deixam casas e uma assina acordo com construtora

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Natália Araújo

natalia@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Cerca de 40 famílias já deixaram as casas do Condomínio Terra Nova, no bairro 23 de Setembro, em Várzea Grande. Há 12 dias, a Defesa Civil municipal fez a notificação quanto ao risco de desabamento de 54 imóveis e determinou a saída dos
moradores. Apenas um deles assinou acordo com a construtora Rodobens e a empresa arcará com o aluguel de outro local durante os reparos no imóvel afetado.

 

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Na sexta-feira (8), o Ministério Público do Estado determinou o levantamento da existência de crianças, adolescentes,
idosos e pessoas com deficiência que, por ventura, ainda estejam nos lotes que beiram o muro de contenção do
condomínio. Advogado do Terra Nova, Ademar Santana Franco informa que, de acordo com a administração, 40 casas já
haviam sido desocupadas.

 

A Defesa Civil de Várzea Grande informou que foi apurado que apenas 8 casas ainda estavam em negociação com a
construtora e que, nesta próxima semana, voltarão ao local para monitorar a situação. Grande parte dos moradores não
concorda com cláusulas do termo de acordo apresentado pela empresa. Para os condôminos, há cláusulas abusivas, como a
que indica a desistência de uma ação judicial e a que exime o condomínio de culpa. Há ainda a cláusula em que a
empresa não será responsabilizada por problemas futuros.

 

Outra preocupação também é com os contratos de aluguéis, no que diz respeito a quem ficaria a responsabilidade de arcar
com a despesa após os seis meses iniciais ou com a multa rescisória diante dos distratos. Apesar do descontentamento e da
dúvida, os moradores têm deixado as casas como foi determinado pela Defesa Civil.

 

Gilson Teixeira, 52, mora no condomínio há 5 anos. A casa foi comprada diretamente da empresa. “Garantiram que era um bom terreno”, lembra. Agora, o imóvel tem rachaduras na sala, na lavanderia e no muro dos fundos. O gerente de lojas saiu da residência, mas conseguiu alugar outra casa dentro do próprio residencial e nesse momento tem arcado com as despesas.
Milene Nunes, 36, junto com o marido e o filho, se mudaram para um apartamento na região. A família morava no residencial há 8 anos. “Essas rachaduras no teto da sala e em um dos quartos já existiam assim que peguei as chaves para entrar”, lembra Milene.

 

Ela afirma que a reclamação foi feita para a construtora. “Mexeram na da sala. A do quarto ficou como já estava”, diz.
Há 3 meses a família fez uma intervenção nos fundos da casa. “Fizemos tudo dentro do padrão do condomínio”, ressalta a moradora. A proposta apresentada pela empresa ainda é avaliada porque há a preocupação que tenham novos problemas adiante. Em outra residência a situação é ainda mais crítica, mesmo sem ter passado por obras. O chão está com várias rachaduras, em um dos muros até mesmo uma tomada já foi atingida pela falha. Na divisa com a outra casa, é possível ver a residência do vizinho.

 

“Colocaram a espuma para amenizar a situação”, conta Patrícia Gibson, 25. A jovem alugou a residência há 6 meses e
comenta que a notícia da saída foi uma surpresa. “Foi um susto muito grande porque estou com uma bebê em casa”, diz sobre a neném de 22 dias. Agora ela e o marido buscam um novo lugar para morar com a filha. “Gostaria de achar um outro imóvel aqui mesmo para evitar mais transtornos”.

 

O condomínio foi construído há uma década e conta com 618 residências.

 

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