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epidemia 02.02.2020 | 15h46

Advogada cuiabana termina viagem na Ásia por medo do coronavírus

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Mark RALSTON/AFP

Mark RALSTON/AFP

Advogada cuiabana de 29 anos decidiu terminar sua viagem de férias pela Ásia antes do previsto, tudo por conta dos alertas do Coronavírus. A doença que se iniciou na cidade de Wuhan, na China e já fez vítimas em 22 países nos 4 continentes, atingindo mais de 14 mil pessoas e deixando mais de 300 mortos.

 

Coronavírus é uma grande família viral, que ficou conhecida na década de 1960. O novo coronavírus (2019-nCoV) tem causado doença respiratória em humanos e animais. As investigações sobre a transmissão ainda está em andamento, mas a disseminação é de pessoa para pessoa já está acontecendo. 

 

Leia também - MT orienta unidades de Saúde sobre prevenção ao coronavírus

 

Em entrevista ao , a jovem que preferiu não ser identificada por medo de preconceito, contou que deixou Cuiabá no dia 8 de janeiro e tinha como objetivo visitar 4 países asiáticos: Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja. A rota começou em Tailândia, onde ela ficou até 23 de janeiro. Passou por Laos e, em seguida, foi para o Vietnã.

 

Ela ainda tinha Camboja no roteiro, mas foi lá que optou por encerrar a viagem dois dias depois de chegar em Hanoi – cidade vietnamita. “Eu costumo acompanhar as notícias sobre os países que pretendo visitar algumas semanas antes de embarcar”.

 

Apesar dos casos do vírus terem começado a se espalhar em 31 de dezembro, ainda não havia nenhum notificação para os países por onde ela passaria. Na Tailândia, primeiro destino da advogada, até o dia 28 de janeiro, 14 casos já estavam confirmados. “Percebi lá a mudança de comportamento dos turistas. Quando eu estava em Chaing Mai – entre 19 e 23 de janeiro – turistas chineses passaram a usar máscaras com mais frequência nos pontos turísticos”.

 

Apesar de o uso das máscaras serem comuns nos países da Ásia, ela afirma que deu para perceber que eles redobraram os cuidados. “Foi nesse momento que tomei conhecimento do vírus, mas por meio da imprensa brasileira. Já procurei máscaras em uma farmácia próxima de onde eu estava, mas elas já estavam esgotadas”.

 

Pouca orientação

No dia 23 de janeiro, ela deixou a Tailândia e foi para Laos. “Não havia qualquer orientação no aeroporto. Poucos funcionários e passageiros faziam o uso das máscaras. Quando cheguei em Luang Prabang, comprei algumas. Em conversa com funcionários do hotel e com outros turistas, alguns sequer sabiam sobre o vírus".

 

Após dois dias, ela deixava o Laos rumo ao Vietnã. Novamente, nenhum aviso aos passageiros sobre o surto do coronavírus, mas percebeu que todos os funcionários e maioria dos passageiros já usavam a máscara. 

 

Para a sua surpresa, em Hanoi, já havia avisos sobre o vírus e precauções que os turistas deviam tomar. Os avisos estavam antes da imigração. “Com exceção dos banners, acredito que muitos passageiros nem perceberam a existência do risco, eu não recebi nenhum orientação”. 

Gazeta Digital

Infográfico de prevenção do coronavírus

 

 

Diante dos avisos, passou a pesquisar sobre o assunto diariamente, bem como as instruções e cuidados que passou a tomar durante a viagem. “A mudança de comportamento veio em um dia, eu saí dia 26 para um passeio e ninguém estava de máscara, no dia seguinte, todo mundo usava”.

 

‘Saí na hora certa’ 

A advogada conta que fez um cruzeiro no dia 26 em Halong e, quando voltou, recebeu muitas mensagens dos pais e dos amigos, pedindo para ela voltar. “Li algumas notícias e vi que falavam sobre o contágio entre pessoas. Foi nesse momento que eu resolvi antecipar a minha volta”.

 

Ela levou em consideração ainda a data em que algumas cidades foram colocadas em quarentena e o período de incubação do vírus, que é de 14 dias. “Então, o eventual pico de um possível surto se daria nos próximos dias e eu fiquei preocupada com uma potencial quarentena de outros países e, por consequência, não conseguir voltar para o Brasil. Achei melhor encurtar a viagem e voltar com saúde”.

 

Apesar de ter uma rotina de cuidados nas viagens, usando álcool gel e lenços antibactericidas dessa vez, a máscara se tornou um acessório, bem como a frequência em lavar as mãos e evitar tumultos. “Quando divulgaram o número de mortos e o de infectados, vi que foi na hora certa mesmo, são muitos. Mas estou tranquila. Acho que se fosse para manifestar algo, teria ocorrido. No começo de janeiro vi muitos chineses na Tailândia. Em Laos tinha muitos franceses e no Vietnã, uma mistura”.

 

Casos no Brasil 

Até no sábado (1), o Ministério da Saúde investigava 16 casos suspeitos da doença em 6 estados. No período de 18 a 30 de janeiro, 43 notificações foram feitas, mas nenhum caso confirmado ou classificado como possível.

 

Seis casos já foram descartados e 28 excluídos – já que não se enquadram como suspeita. Os estados sob suspeita são Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Além da transmissão de pessoa para pessoa, há ainda o risco de ocorrer pelo ar ou contato pessoa com secreção contaminada, como saliva, espirro, tosse, catarro, aperto de mão, ou em contato com objetos e superfícies contaminadas. 

 

Os sintomas do novo coronavírus podem ser confundidos com um resfriado: febre, tosse, dificuldade para respirar. A orientação do Ministério da Saúde é dar atenção aos cuidados básicos para reduzir o risco de contrair e transmitir infecções respiratórias, como é o caso do novo coronavírus.

 

Veja as dicas para evitar o contágio

Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;

Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; 

Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; 

Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; 

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

Manter os ambientes bem ventilados;

Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença; 

Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

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