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Deu em A Gazeta 12.09.2019 | 07h45

Ar em 66% dos municípios está comprometido

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

Evelson de Freitas/AE

Evelson de Freitas/AE

Qualidade do ar é considerada inadequada em 66% dos municípios monitorados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Sem chuva e com uma sensação térmica variando entre 41ºC e 46ºC, a umidade do ar tem se mantido baixa dos 12% e uma fumaça causada pelos inúmeros focos de incêndio tem comprometido o ar inclusive em Cuiabá e Várzea Grande. As consequências para a saúde vão desde doenças respiratórias, circulatórias até cardiovasculares. Dos 15 municípios monitorados regularmente apenas Barra do Garça, Juara e Vila Rica têm qualidade do ar considerada boa.

 

Monóxido de carbono e material particulado, que são partículas de material sólido ou líquido suspensas no ar na forma de poeira, neblina, aerossol, fuligem, entre outros, são os dois poluentes que são medidos, por serem os que afetam mais diretamente a saúde do homem. E pelo fato dos dados serem de satélites, a medição é feita mais no alto, onde a qualidade ainda pode estar melhor do que a vivenciada pela população.

 

Coordenador de Monitoramento da Água e do Ar da Sema, Sérgio Batista de Figueiredo explica que os dados são coletados da ferramenta CATT-BRAMS, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ela estima as emissões de poluentes de diversas fontes, sendo os incêndios florestais uma delas. “É uma junção de dados espaciais medidos por satélite, como o foco de calor”.

 

Figueiredo explica que a ferramenta disponibiliza dados de todo o Estado mas a Sema monitora apenas 15 municípios porque a coleta de dados tem que ser manual. “Para fazer para os 141 municípios tomaria muito tempo e necessitaria de pessoal”.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que a quantidade de material particulado deve ser de 25 microgramas por metro cúbico. Em Cuiabá e Várzea Grande, de acordo com o boletim da Sema, esse índice já chegou a 110. A quantidade mais alta foi detectada em Juína, (735 km noroeste da Capital), onde a medição alcançou 130 microgramas.

 

Na Grande Cuiabá a população sente no corpo os efeitos do clima desértico e ao andar pela cidade é impossível não notar a maioria com pelo menos uma garrafa de água para se hidratar. Quem sofre mais são os idosos e as crianças que são mais suscetíveis a doenças dessa época.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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