Deu em A Gazeta 08.07.2021 | 07h48

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João Vieira
Garrafas pets, eletrodomésticos e até mesmo pneus. Todo esse material pode ser encontrado dentro dos mais de 7 mil bueiros ou bocas de lobos, espalhados por Cuiabá. Esses locais, em sua maioria, quando não estão destruídos e precisando ser reconstruídos, estão obstruídos por lixo dos mais diversos tipos que são descartados nas vias públicas da capital.
Não é preciso andar muito para encontrar esse tipo de problema pelas ruas. Por um lado diversos bueiros estão sem nenhuma proteção que impeça a entrada de lixo, e por outro, vários deles, até mesmo os que possuem a grade de proteção, totalmente entupidos. O descarte irregular do lixo é um dos principais desafios, mas também há necessidade de uma limpeza e manutenção da estrutura desses locais mais eficientes.
Na rua Manoel Saturnino de Oliveira, no bairro Despraiado, os moradores convivem com uma situação desagradável a mais de dois anos. Nesse caso, o bueiro que está entupido com terra e lixo, represa ainda água de um esgoto que corre a céu aberto.
Ileci Gollmann, 58, mora na rua há mais de 20 anos, e conta que o problema é crônico, mas piorou há dois anos. Antes o problema era mais o lixo que descia e vinha parar ali. Mas agora tem o esgoto que fica empossado e complicou ainda mais. De acordo com ela, além do lixo que causa o entupimento do bueiro, há também terra, galhos e folhas de árvores, que caem e são levados pelo esgoto. Aquele bueiro, não adianta só desentupir, e preciso reconstruir.
No bairro Campo Velho, na avenida General Mello, próximo ao cruzamento da Miguel Sutil, a situação não envolve apenas o entupimento, mas também a falta de manutenção e reparos no bueiro que literalmente desmoronou. O problema está em cima da calçada de Márcia Lima, 50, que tem um comércio há mais de 28 anos no local. Para evitar acidentes, ela e o marido colocaram diversos pneus de carro dentro do buraco.
Inconformada com a situação que dura há anos, e só foi piorando, ela mostrou para a reportagem da Gazeta as diversas mensagens enviadas para a Secretaria de Obras Municipal, com pedidos de reparo. As mensagens têm datas de envios desde o ano passado. Eles não dão assistência, e a situação aqui só está cada vez pior e mais perigosa.
Para mudar a realidade é preciso planejamento de drenagem e esgoto, além de uma política para resíduos sólidos eficiente. Engenheiro, Edemir Pereira lembra que os problemas podem ser evitados, com a elaboração de um bom projeto de engenharia, que também pode ser feito para corrigir o cenário enfrentado.
Ele explica que na drenagem há três classes, superficial, de bueiros e galerias, e subterrânea, que precisam ser respeitadas para garantir qualidade ao que é feito. Ressalta que é preciso ser levado em consideração todo o projeto que garantirá o sucesso da obra, especialmente quando se vai construir um novo asfalto em bairros. Além é claro, de uma boa política de resíduos sólidos.
Outro Lado
Secretaria Municipal de Obras Públicas informou que possui quatro equipes, que atuam diariamente. Além da desobstrução das bocas de lobo, a manutenção executada pelas equipes englobam ainda ações de reconstrução de tampas e reparo nas tubulações. Todos esses trabalhos são contínuos e realizados inclusive aos fins de semana, caso seja necessário.
A pasta destacou ainda que boa parte dos entupimentos são ocasionados pelo descarte de lixo irregular, ligações clandestinas de esgoto na estrutura que é voltada para o escoamento de águas pluviais.
Outro problema constantemente enfrentado são as tampas danificadas por veículos que estacionam em cima das bocas de lobo. Lembrou ainda que é possível informar a secretaria por meio do ZapObras, pelo número (65) 9 9216-0484.
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