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possível subnotificação 04.04.2020 | 17h37

Casos de doenças respiratórias aumentam 822% em Mato Grosso

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Vitória Lopes e Lázaro Thor Borges

redacao@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Coronavirus / Covid-19 / Máscaras / Máscara Descartável / Prevenção

Mato Grosso teve um aumento de 822% no número pessoas diagnosticadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com dados do Ministério da Saúde. A SRAG é uma sigla que corresponde a doenças contagiosas causadas por diferentes tipos de coronavírus, como a Influenza A e a Covid-19.


Os casos, que eram de apenas 9 pessoas na semana de 1 a 7 de março saltaram para 83 na semana dos dias 22 a 28 de março, período dos dados mais recentes que foram divulgados. De acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os números indicam a existência de uma incidência “muito alta” e fora do comum no estado.


Segundo profissionais da Saúde e especialistas que estudam a pandemia da Covid-19 no Brasil, existe a suspeita de que grande parte deste aumento tenha sido provocado pela Covid-19. Os números indicam, com isso, que existe uma subnotificação de casos da doença pandêmica em Mato Grosso, tal qual ocorre no restante do Brasil.

 

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A curva de crescimento da SRAG em Mato Grosso é semelhante ao restante do país. Em março, os hospitais brasileiros registraram recorde de pessoas internadas com quadros respiratórios graves, 18,6 mil no total, um aumento de mais de 100% em relação ao mês anterior e de 15 mil casos de diferença em relação ao mesmo período do ano passado.


As notificações de SRAG são a pista para entender o tamanho da subnotificação em Mato Grosso. De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Soares, a subnotificação pode ocorrer também por conta da falta de testes na rede pública.


“Desde o caso do Santa Rosa a SES vem jogando para baixo o número de infectados”, afirma ele. “Dizem que se trata de sofrimento de angústia respiratório aguda, que pra mim é decorrente de uma fonte de infecção, que pode ser sim o vírus”, afirma.


Na avaliação de Soares, o que tem acontecido, é que a SES demora a divulgar casos que já foram confirmados e testes que já deram positivo. Com isso, o número demora a crescer e a população enxerga um cenário diferente do real, que pode ser muito mais preocupante.


“A questão da subnotificação e do governo não assumir que existe a doença notória, um exemplo disso é que apenas ontem o governo confirmou o caso dos dois enfermeiros. Ou seja tudo muito tardiamente”, completa o presidente do sindicato.


Um mapa, que circulou nas redes sociais na manhã da última quinta-feira (2), apontava a distribuição geográfica dos casos de coronavírus em Cuiabá. O conteúdo foi vazado, e na sua primeira versão, que analisou casos confirmados até o dia 28 de março, o mapa indicava que 16 pacientes estavam com coronavírus na capital, quando o boletim da SES do mesmo período relatava 8.


O professor de Geografia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Emerson Soares, coordenou o estudo, que ainda segue em andamento. Ele explica que o mapa foi elaborado no início desta semana e por isso, teve acesso aos dados atualizados, incorporados pela SES posteriormente.


Atualmente, os mapas, que são uma parceria do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) com a Secretaria Municipal de Saúde, foram tualizados com dados oficiais da SES.


De fato, há uma defasagem na atualização das confirmações, em razão da comunicação entre laboratório, prefeitura e SES, além da espera dos resultados. Contudo, esses atrasos nos repasses de informações reforçam a dificuldade em ter uma ideia real sobre a Covid-19 no estado.


Outro lado
A Secretaria de Estado de Saúde explicou por meio de nota como funciona as notificações. Segundo a pasta, a notificação é feita por meio do sistema de vigilância epidemiológica, o mesmo que registra todas as doenças de notificação compulsória. Os municípios alimentam o sistema e a Secretaria de Estado valida.


O caminho de monitoramento é confirmado pelas equipes de vigilância epidemiológica dos municípios, e o banco de dados da SES é alimentado por essas equipes. Ou seja, os dados passam pelas SMS e depois chegam à SES.


Por sua vez, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que os exames de laboratórios particulares foram acrescentados há 10 dias, como ocorreu com o segundo caso do Hospital Santa Rosa.

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