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pai de menor que atirou 16.09.2020 | 11h56

Cestari diz que quis pedir perdão e teve 'portas fechadas'

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Jessica Bachega e Yuri Ramires

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

“Foi um infeliz acidente em que minha filha perdeu a melhor amiga dela”, afirma o empresário Marcelo Cestari, pai da menor acusada de matar Isabele Ramos, com um tiro no rosto. O homem falou com a imprensa na manhã desta quarta-feira (16) ao buscar a adolescente no Centro Socioeducativo de Cuiabá (Pomeri), onde ela passou a noite. O homem ainda disse que tentou contato com a família da vítima, mas “encontrou portas fechadas”.


Leia também - Defesa alega 'tortura moderna' na divulgação do caso Isabele

 

Na terça-feira (15), a Justiça determinou a internação da adolescente e, na manhã desta quarta, o advogado Arthur Osti conseguiu liberdade para a menina.


Logo após a decisão, o oficial de Justiça não conseguiu localizar a menor para a intimação e cumprimento da internação. O pai dela explicou que não há criminoso ou tentativa de fuga.


“Mesmos sem ter falado nada, fui acusado de fraude processual. Agora o inquérito foi concluído e por isso estou falando com vocês, em respeito à Justiça, ao delegado e ao procedimento de inquérito não queria tumultuar, de forma alguma trazer alguma transtorno. Não existe nenhum criminoso, ninguém que queira fugir ou algo do tipo”, declarou o empresário.

Na entrevista, Cestari disse que conversou com um tio de Isabele e pediu que intermediasse aproximação com a mãe dela, Patrícia Ramos, pois queria pedir perdão e dar um abraço forte, mas não houve espaço. “As portas foram fechadas para esse tipo de conversa”.


Questionado se havia armas na casa e que elas foram retiradas no local, o homem negou. Disse que não lidava com o armamento de forma irresponsável.


“Não tinham armas. Eu dei manutenção nas armas uma a uma. Não existe essa história de ter várias armas sobre a mesa. Não existe isso de ter sido displicente com as armas”, ressalta.


Indagado se a menor estaria arrependida por tudo o que houve, o pai disse que foi um acidente, que ela nunca teria intenção de matar alguém e que só pediu para a filha guardar a pistola por acreditar que estava descarregada e sem munição.


“Foi um infeliz acidente em que minha filha perdeu a melhor amiga dela”, declarou.


O caso
Isabele estava na casa da amiga em 12 de julho quando ambas subiram para o quarto. A menor suspeita estava com a arma na caixa e alega que o objeto caiu de sua mão. Quando recolheu a pistola, ela disparou e atingiu a amiga.


O laudo pericial refuta hipótese de acidente por conta do cenário do crime e a trajetória do disparo, que feriu a menor a curta distância e linha reta.

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Comentários

Marilene Mendes da Silva - 16/09/2020

Esse milionário Marcelo Cestari acredita que um pedido de perdão vai arrefecer a dor da mãe de Isabele?, é muita cara de pau. Depois de ter feito tudo para proteger a irresponsável da filha apesar de ser menor, mas com conhecimento de arma de fogo, atrapalhar as investigações, ter alterado o local do crime, esse cara acredita mesmo que pedir perdão é tudo? Tem que ser muito frio, calculista e desumano para acreditar num pedido de perdão simplesmente. Talvez se ele tivesse agido como homem íntegro e como pai tivesse orientado a filha a dizer a verdade em qualquer circunstâncias e não ter feito nada no local do crime para preservar a investigação, aí sim fosse possível a mãe pensar nessa possibilidade, mas o cara dissimula toda a situação, orienta a filha a mentir todo o tempo, me desculpem, mas tem que ser de uma desfaçatez sem igual e realmente não receber o pedido de perdão da mãe da Isabele. Fale a verdade Marcelo Cestari e pare com esse teatro amador e de vitimismo.

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