16.02.2006 | 03h00
A Agência de Saneamento da Capital (Sanecap) vai encaminhar para a perícia o cilindro de cloro gasoso que causou o acidente na Estação de Tratamento de Água (ETA), do bairro Tijucal, na terça-feira (14). Um problema na válvula do cilindro provocou o vazamento de 900 kg do produto, que é letal, altamente tóxico e corrosivo.
A Sanecap quer saber se o que causou o acidente foi algum problema no equipamento ou se houve falhas por parte dos técnicos ao manusearem o cilindro. O cloro gasoso é utilizado pela Sanecap para matar as bactérias da água. Com o acidente, 180 mil pessoas tiveram o abastecimento de água prejudicado.
Conforme o diretor técnico da Sanecap, Édio Ferraz, o cilindro com problemas foi trocado e o abastecimento retomado às 17h30 de terça-feira. "Mesmo assim é importante que a população economize água".
Segundo ele, a empresa que envasa os cilindros também é responsável por fazer a inspeção e, se necessário, efetuar a troca de equipamentos que estejam com problemas. A empresa que venceu a concorrência para fornecer o cloro gasoso este ano, em Cuiabá, é a Mil e Uma, representante da Goiás Cloro, que tem sede em Goiânia.
O acidente na ETA aconteceu quando os técnicos estavam testando o cilindro de cloro. A válvula de segurança abriu e o produto vazou. "Todas as vezes que o cilindro é trocado, por questões de segurança, é feito o teste. Os técnicos são preparados para conter pequenos vazamentos. Eles têm um kit de primeiros socorros. Como o vazamento foi maior, eles avisaram a empresa e nós imediatamente acionamos o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil".
O cloro se espalhou rapidamente fazendo com que muitas pessoas se sentissem mal. "Alguns moradores mais próximos da estação tiveram dores de cabeça e tontura. Como nós evacuamos a área imediatamente não foi registrado nenhum incidente mais grave", assegura Ferraz.
Para chegar até o cilindro, uma equipe do Corpo de Bombeiros e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), especializada para trabalhar com produtos perigosos, foi acionada.
Os técnicos colocaram roupas de borracha para evitar o contato do gás com a pele e máscaras. Em cima do cloro que vazou eles jogaram cal virgem, que funciona como neutralizante.
A ETA do Tijucal produz 300 mil metros cúbicos de água por semana, suficiente para abastecer 180 mil moradores da região do Coxipó e CPA.
O cilindro de cloro da ETA do Tijucal é trocado a cada sete dias. Na estação sempre ficam dois cilindros, um operando e outro na reserva. Esses cilindros são utilizados em todas as ETAs. Cada um pesa, depois de carregado, duas toneladas. Esta é a segunda vez que um acidente como este acontece em Cuiabá. O primeiro foi na década de 70.
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