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PEDIDO DE SOCORRO 05.07.2019 | 08h47

Com furtos frequentes, comerciantes amargam prejuízos  

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João Vieira

João Vieira

Cansados dos furtos e amargando prejuízos, proprietários de comércios localizados atrás da Praça Bispo Dom José, na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), em Cuiabá, fixaram uma faixa em frente a uma das lojas com intenção de chamar a atenção das autoridades e alertar para os casos frequentes de invasões aos prédios. 

 

Com dizeres "Os comerciantes pedem socorro. A cada 4 dias, um comércio é arrombado", o cartaz foi instalado por iniciativa de João Marcos da Silva, proprietário de uma gráfica, que funcionada no local desde 2018.   

 

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João Vieira

Comerciantes pedem Socorro / Assaltos / Ajuda / Drogados / Usuários de Drogas / Bispo Dom José

 

“A intenção é alertar a população e chamar atenção das autoridades para que adotem medidas que solucionem definitivamente os arrombamentos e contabilizar os dias sem furto”, conta o comerciante, destacando que no seu estabelecimento os bandidos não entram, já que investiu em equipamentos de segurança como alarmes, câmeras, mas mesmo assim, se solidariza com os vizinhos.   

 

Ele afirma que todos estão com medo e revoltados. “Alguns já tiveram suas lojas invadidas por 3, 4 vezes. A situação é insustentável. Já fomos atrás de vereadores, prefeitura, secretarias. Estamos cansados”.

 

Um dos lojistas, que prefere não se identificar por questões de segurança, aponta que em um período de 15 dias, teve sua loja arrombada em duas ocasiões. “Na primeira vez, tive um prejuízo de R$ 5 mil. Na segunda não foi tão grande, porque já havia iniciado a instalação de barras de ferro no forro, mas mesmo assim, o que ele conseguiu alcançar com as mãos, levou”.

 

Alexandre do Nascimento, que trabalha em uma loja de bijuterias frisa que o estabelecimento foi três vezes na semana. “Entraram no domingo, mais ou menos 9h da manhã. Roubaram o que puderam e não satisfeitos invadiram na terça e na quarta-feira novamente”. Ao todo, o proprietário calcula prejuízos entre R$ 15 a R$ 18 mil em mercadoria, sem calcular o investimento que está sendo realizado para instalar grades e chapas de ferro no telhado e forro.  

 

Sem sossego

Reprodução

Furtos praça Bispo Dom José

 

Os lojistas relatam que não têm sossego. Mesmo os que investiram em equipamentos de segurança, não conseguem ter uma noite de sono tranquilo. “Acordo de hora em hora para olhar as câmeras, verificar o celular, meu sócio também fica atento”, menciona João Marcos .

 

Alexandre Cardoso é dono de uma lanchonete que funciona há 3 anos. Logo no início teve o estabelecimento invadido, a partir daí, passou a dormir no local. “Estou praticamente morando aqui dentro. Deixo a família, a mulher em casa. É uma situação estressante, mas se eu não ficar aqui, os ladrões entram. É muito perigoso”, lamenta.

 

Já a dona de uma loja de cosméticos, Janete Cirilo, foi furtada 5 vezes e afirma que ninguém dorme tranquilo.

 

“Você está deitada, o alarme toca. Às vezes, os ladrões ficam testando para ver se o alarme funciona. Tenta uma, duas vezes, começam 21 horas, depois 23h, uma hora da manhã, e assim vai. Se disparar, eles desistem. Mas, muitas vezes, me desloco de casa, que fica a 17 km daqui, para vir conferir se houve invasão”, observa, destacando que recentemente teve que investir R$ 7 mil na instalação de mais equipamentos.

 

Reprodução

Furtos praça Bispo Dom José

 

O vizinho da loja de acessórios declara que já teve furtadas diversas bolsas, carteiras, mochilas, fones de ouvido, caixas de som, óculos, entre outros. “A gente tá em casa, dorme, em termos, porque acorda toda hora preocupado ou sonha que está sendo assaltado”. Para tentar evitar novos arrombamentos, investiu R$ 6 mil para instalar grades e chapas de ferro. 

 

Morro da Luz

Os comerciantes são unânimes em apontar o abandono do Morro da Luz como o principal facilitador dos casos de furtos e invasões. Segundo eles, os bandidos conseguem acesso direto e fácil pelos fundos das lojas, ao pé do morro.

 

Eder Matos, comerciante do segmento de papelaria há 17 anos, destaca que o trecho de mata serve para esconderijo de marginal ou até mesmo de moradia para pessoas que não roubam, mas são dependentes químicos e merecem atenção das autoridades e da sociedade. 

 

“A ideia é que se faça uma limpeza, que se façam investimentos na iluminação, e que se torne um parque para caminhadas, aproveitando as pequenas trilhas e praças que existem lá. Nessa parte alta da cidade, no centro, não contamos com um local adequado para práticas esportivas. Essa área poderia ser revitalizada e servir à população nesse sentido”. 

 

Segundo os lojistas, o morro que é uma importante área verde que deve ser revitalizada e para isso recorrem fazem o apelo às autoridades para que tomem providências.

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