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VIRALIZOU 26.01.2020 | 07h05

Com humor regional e sotaque, ‘Boia Cuiabano’ faz sucesso na internet

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Morador há 26 anos do bairro Jardim Vitória, em Cuiabá, José Antônio da Costa Bispo carrega o apelido de "Boia". E foi na internet que revelou o talento para o humor, com o “Boia Cuiabano”, um humorista de “causos” literais e cotidianos que conta com mais de 12 mil seguidores em sua página no Facebook.

 

Recém-operado de uma hérnia, José Antônio não ficou “desenganado” e recebeu a reportagem em sua casa. “Vamo tchegando”, manda entrar. Espontâneo, ele a comenta que seus vídeos tiveram divulgação orgânica entre seus amigos, até que começaram a viralizar.

 

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Cuiabano de “tchapa e cruz”, ele revela que o bom-humor sempre fez parte da sua essência. Aos 11 anos, já causava o riso na “gurizada” que estudava na Escola Estadual Ulisses Cuiabano, principalmente por causa do legítimo sotaque. “Eu não me importava. Hoje diz que é bullying, na época não tinha nem bullying. ‘Bullying’ que eu conhecia era de café na época”, diz, fazendo a sogra rir com o trocadilho de “bule”.

 

Um de seus primeiros vídeos é o “Ferro a Brasa”, uma forma inusitada de economizar energia. José Antônio publicava no seu perfil pessoal ou então mandava para páginas de humor no Facebook. Um deles, em que uma mulher chegava com uma espingarda após Jair Bolsonaro ser eleito, chegou a 4 milhões de visualizações em 15 dias.

Chico Ferreira

Bóia Cuiabano - humorista

 

 

 

O apelido Boia foi dado quando ele era apenas um “siminino”, porque tinha a famosa “barriga d’água”. A tia dele falava que ele parecia uma boia, pela barriga avantajada.

 

Somente em 2018 ele criou sua página oficial, com a ajuda da filha de 23 anos, que também administra o perfil. E “tchá por deus!”, a página já conta com mais de 100 vídeos e alcance de 500 mil de visualizações.

 

Os vídeos
A inspiração para criar os vídeos vem de situações do cotidiano. Bairrista e regional, alguns deles falam sobre o calor cuiabano, como por exemplo, o “banho de gelo” que ele gravou e chegou até mesmo a ser exibido em programas nacionais. A produção atingiu mais de 500 mil visualizações.

As ideias também vem de áudios que circulam pelo WhatsApp. Outra produção famosa é a do “Relógio”, que gravou com a filha. Durante o diálogo, ele pergunta: “quer comprar relógio?”, no que ela responde “mas posso tomar banho com ele?” e Boia dispara “estou vendendo relógio, não sabonete!”.

 

“Eu gosto de fazer principalmente quando envolve Cuiabá, porque eu sou cuiabano mesmo e desde pequeno sou o Boia. Esses vídeos ai, quando encontro o pessoal na rua dizem ‘olha, meu neto gosta de ver seus vídeos. Não tem malícia, não tem besteira, não tem briga, não tem violência’”.

 

O seu humor também não ofende ninguém: com a sogra ao lado “expiando” a conversa, José Antônio conta que pretende fazer o inverso das “piadas de sogra” em uma gravação futura.

 

“Você pode ver que na minha página que não tem piada de sogra. E se tiver piada de sogra, é a favor dela. Inclusive quero gravar um com ela: eu e ela no carro com o cinto de segurança, porque vi uma foto bem assim: ‘cinto de segurança de sogra’ e estava pendurado um negócio pra enforcá-la. Eu falei que não vou fazer assim, vou fazer ao contrário, ‘põe o cinto aí, genro’”, imagina.

Sotaque
José Antônio não tem “moage” na hora de falar o “cuiabanês”. Diferente de alguns humoristas da Capital que forçam o sotaque, Boia tem orgulho da sua cuiabania e não economiza nas expressões próprias do linguajar. “Eu falo mesmo, não tenho tempo ruim não pra falar! E se possível, até forço mais um pouquinho pra falar mais!”.

 

Ele relembra de situações que o sotaque o levou, como um dia que se hospedou em um hotel em Campo Grande (MS). “Nós no hotel lá, ai minha mulher falando ‘olha, aqui tem chá’. E eu falei ‘muié, você tá falando chá, difícil né? Lá no Cuiabá você fala tchá!’. Ai um homem comendo pão com tchá ouviu e ‘voltou’, começou a rir e pediu desculpa ainda”.

 

Sobre a mulher, que apoia os gracejos e ainda filma com ele, Boia compartilha como a conheceu, da forma mais cuiabana possível: quando ele era cobrador de ônibus da linha 301.

 

“A filha dela ali [aponta pra sogra], veio ‘alugar eu’ pra andar de ônibus de graça, porque eu era cobrador. Conheci ela, casei e estamos ai. Antigamente a entrada era por trás, hoje entra pela frente. Ai ela entrava por trás e eu dava o toque pro motorista e ela saia. Querendo alugar logo quem, José Antônio???”, relembra com o riso solto. 

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