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Acompanhe as opiniões 22.02.2020 | 08h37

Comunidade acadêmica da UFMT reage à renúncia de reitora

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Myrian Serra Renuncia ao Cargo de Reitora

Com a recente renúncia de Myrian Serra ao cargo de reitora na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), anunciada nesta tarde de sexta-feira (21), ainda era muito cedo para alunos e professores e alunos tirarem conclusões. A reportagem do visitou o campus pela tarde e encontrou um clima de introspecção.

 

Como a primeira reitora a renunciar o cargo em 50 anos da história da UFMT, a comunidade acadêmica lamenta. A gestão de Myrian, no entanto, não foi fácil. O estudante do 7º Semestre de Agronomia, Luiz Otávio Almeida, relembrou da greve estudantil contra o reajuste no preço das refeições do Restaurante Universitário (RU), em 2018.

 

A greve durou 65 dias (a contar da data de suspensão do calendário). “A Myrian não fez uma boa gestão. Acho que ela podia ter resolvido muito mais questões políticas mesmo, até a questão do RU. Estamos atrasados por conta de uma greve estudantil, porque ela não conseguiu lidar com a situação”, avalia.

 

Leia também - 'Não conheço nenhum caso de renúncia', mas respeito, diz ex-reitora

 

Contudo, ao saber que a professora deixou o cargo por motivos pessoais, ele pondera. O aluno voltou a lembrar da mais recente polêmica envolvendo a UFMT, que foi a invasão no Hospital Veterinário, há uma semana.

Chico Ferreira

Luiz Otavio Almeida - Aluno

Myrian Serra Renuncia ao Cargo de Reitora

“Se ela está sofrendo por um problema pessoal, ela não consegue nem falar sobre. Mas tinha que dar um respaldo, porque atende (o hospital) não só os alunos, mas a comunidade externa”, pontua.

 

O diretor geral da Associação dos Docentes da UFMT, Aldi Nestor de Souza, reconhece que o mandato de Myrian teve diversos contratempos. Ela entrou em 2016 e estava previsto para encerrar em outubro de 2020.

 

Uma das dificuldades foram os diversos cortes de orçamento pelo governo Bolsonaro. Em julho do ano passado, a UFMT sofreu um bloqueio de energia por conta de uma dívida de R$ 1,8 milhão. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, culpou a administração de Myrian Serra.

 

O mais recente, foi a suspensão de contratação de novos profissionais após ofício do Ministério da Educação (MEC), que veda aumento de despesas com pessoal ativo e inativo no orçamento de 2020. “Cortes no orçamento fizeram que o ato de conduzir essa universidade fosse uma coisa muito trabalhosa, pelo menos eu imagino”.

 

“Você junta outras coisas que já vem acontecendo, orçamento apertado, alguns problemas com terceirizados, diminuição do número de seguranças, problemas como o Hospital Veterinário que foi arrombado, por exemplo”, elenca o professor.

 

Chico Ferreira

Aldi Nestor - Professor e Diretor da Adufmat

Myrian Serra Renuncia ao Cargo de Reitora

 

Entretanto, fora o orçamento apertado, o diretor também aponta que houve pouco diálogo da reitora com professores, alunos e técnicos durante sua gestão, que culminaram em um efeito dominó. “Tiveram muitas medidas tomada sem discutir com a comunidade academia, o que tornou a condução do processo mais difícil”.

 

“Eu avalio que do ponto de vista, caseiro mesmo, faltou diálogo com a comunidade pra enfrentar isso. Por exemplo, o mecanismo que o reitor sempre tem, é o de convocar a assembleia universitária”, disse.

 

A renúncia

 

No ofício, encaminhado à Associação Nacional do Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Myrian alega motivos pessoais. A até então reitora sofreu um acidente vascular cerebral durante a comemoração dos 46 anos da instituição, em dezembro de 2016. Ela ficou 40 dias internada.

 

Em uma carta aberta, ela agradece a comunidade acadêmica. “Minha gratidão aos estudantes, servidores e colaboradores que, mesmo em campos distintos, sempre lutaram e defenderam a UFMT. Com especial carinho, agradeço à toda a equipe que convivi ao longo da gestão. Mesmo em momentos difíceis, sempre me ajudaram e me deram forças para superar os desafios diários”, diz trecho.

 

Veja a carta na íntegra aqui.

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