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leitores do #GD 30.05.2020 | 08h29

Constantes trocas de ministros comprometem gestão, diz enquete

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Adriano Machado

Adriano Machado

Em 14 meses após assumir a presidência da República, 10 ministros já deixaram seus respectivos cargos no governo de Jair Bolsonaro. A última saída foi da atriz Regina Duarte, da secretaria especial de Cultura, anunciada no dia 20 de maio.


Contudo, algumas demissões causaram turbulência no cenário nacional. Um exemplo é o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, que pediu exoneração no dia 15 de maio, depois do presidente mudar protocolo de atendimento de pacientes da covid-19.


Com essas grandes mudanças, o perguntou para seus leitores: “A constante troca de ministros pelo presidente Jair Bolsonaro compromete a sua gestão?”. O resultado demonstra que a maioria do público participante da enquete relata que o governo fica fragilizado com as exonerações.

 

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Ao todo, 50% dos leitores votaram que “sim, a cada mudança a equipe passa por readequações”. Outros 29% opinaram que “não, porque o presidente tem uma boa equipe”. Somente 21% votaram que “o presidente está atento a todas as áreas do governo”.


As saídas
Outro grande anúncio de saída foi do ex-juiz Sérgio Moro, do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, no dia 24 de abril. Ele justificou seu pedido de demissão após denunciar que o presidente tentou interferir nos trabalhos da Polícia Federal.


Luiz Henrique Mandeta foi demitido do Ministério da Saúde em 16 de abril. Assim como Teich, Mandetta enxergou divergências públicas com Bolsonaro sobre isolamento social durante a pandemia do coronavírus.


Osmar Terra deixou a pasta da Cidadania em fevereiro. Ele acabou substituído por Onyx Lorenzoni, até então ministro da Casa Civil. O desgaste na pasta teve início no ano passado, quando Bolsonaro decidiu transferir a Secretaria Especial da Cultura para o Ministério do Turismo em meio a uma crise na pasta.


21 de junho de 2019 foi a vez do general Floriano Peixoto deixar a secretaria-geral da Presidência. Ele foi nomeado presidente dos Correios.


O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, foi demitido em junho. A saída do ministro foi a primeira baixa de militar no governo Bolsonaro.


Ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodriguez foi demitido em 8 de abril. Veléz enfrentava uma "guerra" no Ministério da Educação provocada por desentendimentos entre assessores. Foi substituído por Abraham Weintraub.


Então ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno foi demitido em 18 de fevereiro, após sete semanas no cargo. Bolsonaro atribui a saída do ministro a "incompreensões e questões mal entendidas de parte a parte".

 

Veja o gráfico

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