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RISCO DE DESABAMENTO 07.11.2019 | 21h00

Construtora pagará auxílio-moradia para moradores afetados

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João Vieira

João Vieira

Após os danos estruturais de 54 casas do Residencial Terra Nova, em Várzea Grande, a construtora RNI anuncia as medidas que vem tomando para dar suporte às famílias prejudicadas. A Defesa Civil notificou o condomínio para que os residentes dos imóveis afetados deixem o local, que corre risco de desabamento.

 

De acordo com o diretor jurídico da RNI, José Walter Ferreira, relatórios de perícias ainda estão sendo realizados na construção. Entretanto, segundo o projetista e outro engenheiro civil consultado, o problema pode ser decorrente de movimentação de terra que atingiu a rede de drenagem, após o condomínio ser entregue.

 

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O residencial tem mais de 10 anos e tem 618 casas. “Toda obra que fazemos, tem que uma sondagem de solo, que é pra constatar que tipo de construção que esse solo aceita. Especificamente onde estão localizadas essas casas, que são as quadras Q e P, a empresa fez uma sondagem, porque no local a gente precisaria fazer um aterro. Então feita a sondagem, o projeto do aterro, foi realziada a construção e compactação desse solo”, explica.

 

Quando inaugurada, a construtora entregou um manual para os condôminos, sobre a planta do residencial e com instruções do que pode ou não pode ser feito. A companhia não tem conhecimento sobre os métodos e/ou processos adotados nas ampliações ou modificações realizadas após a implantação do condomínio.

 

Ainda que algumas casas não tenham feito ampliações no terreno, o projeto conta com imóveis de vagões. Quando o solo cedeu, levou todas as casas junto. “A partir do momento que eu tenho um problema na rede drenagem, esse cano tem um rompimento, ou rachadura, a água vai começar a sair dali e vai levando, vai encharcando, e o solo perde estabilidade”.

 

Para lidar com o incidente, a empresa propôs um acordo de auxílio-moradia para os condôminos. Por própria orientação da Defesa Civil, que notificou os moradores a saírem por risco de desabamento, a RNI acordou em pagar R$ 4 mil para as famílias afetadas.

 

Além disso, propôs pagar os alugueis, de R$ 2 mil a R$ 2500, e a taxa do condomínio, de R$ 250. A reforma e reestruturação do residencial está prevista para ocorrer no prazo de 6 meses.

 

“O que queremos levar de tranquilidade pros moradores, porque vi que essa é uma preocupação deles, que é sair de casa e pensar que vamos demolir a casa. Não existe a menor chance da empresa demolir a casa da pessoa, alias, pra qualquer intervenção na casa, a gente precisa da autorização do morador”, pontua.

 

No próximo dia 14, será realizada uma reunião com a promotoria do Ministério Público, a RNI e os moradores para discutir os acordos.

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