ESTIAGEM 01.09.2026 | 08h59

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divulgação Bombeiros
Nesta segunda-feira (31), equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) estão mobilizadas no combate a 18 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Barra do Garças, Paranatinga, Nova Brasilândia, Barão de Melgaço, Matupá, Itiquira, Rosário Oeste, Várzea Grande, Nova Xavantina, Novo Mundo, Cláudia e Santo Antônio de Leverger.
Em Nossa Senhora do Livramento, os bombeiros atuam em três ocorrências, sendo uma delas nas proximidades da MT-060. Em Água Boa, os bombeiros combatem dois incêndios, sendo um próximo à BR-158. Nos demais municípios, os bombeiros militares atuam no combate a uma ocorrência em cada localidade.
Outros três incêndios florestais foram extintos nas últimas 24 horas, nos municípios de Barra do Garças, Itaúba e Paranatinga.
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Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente. As ações contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 55 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 39 focos de calor foram registrados na Amazônia, 11 no Cerrado e cinco no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados nove focos de calor, sendo três focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; dois focos na Terra Indígena Ubawawe, em Santo Antônio do Leste; um foco na Terra Indígena Nambikwara, em Comodoro; um foco na Terra Indígena Paresi, em Tangará da Serra; um foco na Terra Indígena Piripkura, em Colniza; e um foco na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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