deu em a gazeta 22.01.2024 | 07h05

elaynemendes@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
Para quem passa pela região central e por outras áreas de Cuiabá, a sensação é clara: o número de moradores de rua vêm aumentando de forma desenfreada na Capital, já que os aglomerados formados por aqueles que não têm onde morar podem ser observados por toda a cidade. Em bairros mais periféricos, como Jardim Leblon, Pedregal, Araés e Quilombo, por exemplo, homens e mulheres dormem pelas calçadas, reviram lixo à procura de comida e fazem uso de entorpecentes a qualquer hora do dia.
Último levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) aponta que 1 a cada 1000 brasileiros não tem moradia no país. Em Mato Grosso, números do Cadastro Único (CadÚnico) revelam que 3.051 pessoas vivem nessa situação. Conforme a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, 900 destas pessoas se encontram na Capital, sendo que 450 são acompanhadas no projeto “Quero Te Conhecer”, que tem por objetivo identificar as pessoas que utilizam as ruas como espaço de moradia e/ou sobrevivência. Estudiosa afirma a necessidade de políticas públicas eficientes para fornecer assistência e qualidade de vida a esse público.
Doutora em Sociologia, Patrícia Félix, afirma que Mato Grosso segue a mesma realidade de outros estados brasileiros, que é a falta de políticas públicas eficazes para evitar que pessoas acabem nas ruas. “Existem condições de pobreza que realmente levam as pessoas a fazerem das ruas sua moradia. E quando neste cenário, elas têm dificuldade de sair por falta de políticas públicas efetivas, em termo de saúde, educação, geração de renda, emprego”.
Félix acompanha estudos realizados com essa população e afirma que a cada pesquisa publicada constata-se o aumento daqueles que moram nas ruas. Diante disso, uma questão que vem sendo levantada pelo movimento nacional de pessoas em situação de rua é o “moradia primeiro”.
“O que comumente acontece é ofertarem centros de acolhimento e analisar a necessidade imediata e depois se pensa na casa. O Moradia Primeiro é justamente o contrário: se dá uma casa e depois de instalado, ele tem condições físicas e mentais de procurar um emprego, um tratamento médico, etc".
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Paola - 23/01/2024
Enquanto houver “ doutora “ socióloga que diz que o problema maior que leva as pessoas, às ruas, é a pobreza; a situação realmente não vai mudar. Não precisa ser nenhum estudioso pra saber que a causa principal são as drogas. Esse pessoal a maioria tem casa, mas o vício fala mais alto.
Firmo Oliveira filho - 23/01/2024
Políticos, judiciário e órgãos públicos e caterva, só querem o suado dinheiro do contribuinte, e quanto aos viventes de rua,lhes rende votos. Esse Brasil precisa passar a régua e fechar a porta.
Soliveira - 22/01/2024
A verdade é que ninguém faz nada! Ouro detalhe, ficam com esse negócio de patrimônio histórico, a região central e o porto lugar horrível! Na real, tinha que demolir tudo aquelas casas velhas, construir algo atual, fica aquelas vielas e casas caindo aos pedaços, os cracudos fazem a festa, difícil se não mudar isso.
Odir Santos de Arruda - 22/01/2024
Se fizerem alguma coisa antes isso vai ficar uma Cracolândia igual a de São Paulo. Aí vai ser tarde
João Batista - 22/01/2024
Esse povo que ficam distribuindo comida pra morador de rua tem sua parcela de culpa também..
Benedito costa - 22/01/2024
Esses moradores de ruas estão ali por vários fatores: primeiro que cada um tem casa, famílias. Ocorre que optaram por morar nas ruas, praças e casas abandonadas pelo vícios e consumos das drogas das drogas, principal fator; segundo são questões de doenças mentais e psicológica; terceiro por opção pela falta de estudos, vadiagem, desinteresse social. Resolver o problema é tratar esse.oessoal e depois dar oportunidades a eles.
Joselino Almeida matos - 22/01/2024
O grande problema da população de rua é que há muito estudo e falta de ações efetivas,vimos a situação da ilha da rodoviaria de Cuiabá, está nascendo ali um conglomerado de traficantes e ladrões, invés das autoridades da segurança e ação social tomar providências, ignoram a situação, ali tem muito desocupado e traficante recebendo comida de graça, estão na política de pão e
7 comentários