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Cuiabá, Terça-feira 13/10/2026

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DEU EM A GAZETA 13.10.2026 | 06h57

Descartes irregulares de canetas viram ameaça aos garis

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Cristiane Guerreiro

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

O descarte irregular de canetas emagrecedoras e de outros materiais perfurocortantes no lixo comum tem transformado sacos de lixo em verdadeiras armadilhas para os trabalhadores responsáveis pela coleta. Durante a compactação do lixo nos caminhões ou na triagem manual realizada nas cooperativas, as agulhas podem atravessar luvas e uniformes e provocar ferimentos com risco de exposição dos profissionais à contaminação de doenças como HIV e hepatites B e C. Wallisson David Soares, de 34 anos, trabalha há oito anos na coleta de lixo em Cuiabá.

 

Segundo ele, é cada vez mais comum encontrar canetas emagrecedoras descartadas de forma inadequada nos sacos de lixo, principalmente nas regiões do CPA e do bairro Alvorada. Recentemente, o trabalhador passou por um grande susto. Ao recolher um saco de lixo, uma agulha atravessou sua luva de um lado ao outro.

 

“Eu fui pegar o saco na lixeira e, quando ergui, a agulha atravessou a minha luva bem na ponta, quase atingiu o meu dedo. Tive sorte por não ter me ferido”. Para Wallisson, situações como essa provocam indignação e mostram a falta de cuidado de parte da população com os profissionais responsáveis pela coleta.

 

“Grande parte da população não respeita o nosso trabalho. E, com o uso das canetas emagrecedoras, aumentou muito o risco para nós, garis, devido ao descarte irregular”. De acordo com Wallisson, quando acontece de se ferir, a situação é reportada ao setor responsável, que encaminha o trabalhador para uma unidade de saúde. “Têm garis que, dependendo da gravidade, precisaram se afastar por dias. Outros necessitaram de vacina e curativo”. Diante do risco, ele afirma que precisa redobrar a atenção durante o trabalho.

 

“Como já sei que muitas pessoas não têm consciência, procuro observar primeiro antes de pegar o saco de lixo”. Segundo Manoel Avila, gerente da Locar, empresa responsável pela coleta em Cuiabá, nos últimos meses três colaboradores sofreram acidentes com agulhas durante a coleta e necessitaram de atendimento.

 

“Realizamos o encaminhamento à unidade de saúde e foi necessário o trabalhador passar por avaliação médica e teste rápido para HIV”. Ele explica que, dependendo da avaliação médica e do nível de exposição, às vezes é indicada a Profilaxia Pós-Exposição, conhecida como PEP. “Quando indicada, normalmente o tratamento é realizado durante 28 dias”.

 

Durante o período de acompanhamento, Manoel explica que o colaborador realiza os exames laboratoriais e o acompanhamento médico para monitorar sua condição e verificar a evolução do caso.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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