INVESTIGAÇÃO MAIS LIMPA E TRANSPARENTE 21.06.2026 | 12h52

jessica@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Em sua visita a Mato Grosso, o cardeal Dom João Braz de Aviz destacou a força do beato Nazareno Lanciotti no combate à exploração sexual infantil na fronteira do estado, luta pela qual pagou com a vida. Liderança da Igreja Católica, ele enfatizou a mudança promovida pelos papas Francisco e Bento XVI, que tornou a apuração de crimes dentro da Igreja mais eficiente e transparente.
O religioso presidiu a cerimônia de beatificação, realizada no dia 13 de junho, em Jauru (a 425 km a oeste), em substituição ao cardeal italiano Marcello Semeraro, que cancelou sua viagem ao Brasil por motivos de saúde.
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Ao comentar a trajetória de combate à exploração sexual de crianças na região fronteiriça, ainda na década de 1970, o religioso, que ocupa um cargo relevante no Vaticano, reforçou as mudanças promovidas dentro da Igreja nas últimas décadas, principalmente devido aos trabalhos dos papas Bento XVI (2005 a 2013) e Francisco (2013 a 2025).
“Nós tivemos aí todos os casos que o Papa Francisco e o Papa Bento XVI levantaram da pedofilia na Igreja, inclusive no clero. Agora, hoje as coisas estão mais organizadas, mais limpas. Já dá para chegar mais perto dos problemas. E o Papa Francisco dizia: ‘Com relação àqueles que praticam essas coisas, tolerância zero’”, frisou o religioso, lembrando as diretrizes que continuam mantidas sob o pontificado do papa Leão.
Denúncias
O papa Bento XVI enfrentou duras acusações de omissão e acobertamento de casos de pedofilia na Igreja Católica. O pontífice admitiu falhas graves na gestão dos abusos e, em uma carta divulgada pelo Vaticano, manifestou "profunda vergonha" e "grande dor" pelos crimes cometidos por religiosos.
Seu sucessor, o papa Francisco, aboliu o sigilo eclesiástico (segredo pontifício) para casos de violência sexual e abuso de menores, facilitando a colaboração com a justiça civil. O código penal da Igreja foi endurecido, criminalizando também o abuso contra adultos vulneráveis, o aliciamento e a posse de pornografia infantil.
Em 2019, Francisco promulgou os procedimentos para prevenir e combater o fenômeno dos abusos sexuais dentro da Igreja Católica. A novidade mais significativa introduzida na nova versão da normativa diz respeito ao "Título II", com as disposições sobre as responsabilidades dos bispos, superiores religiosos e clérigos encarregados da liderança de uma Igreja particular ou prelazia, normas que servem de base para a atual gestão do papa Leão.
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