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Novo decreto 10.06.2020 | 17h39

Emanuel decreta toque de recolher em Cuiabá a partir deste sábado

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Eduarda Fernandes

eduarda@gazetadigital.com.br

Assessoria

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O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) acaba de anunciar que a partir deste sábado (13) está decretado em Cuiabá o toque de recolher entre 22h30 às 5h. Essa medida valerá até o dia 28 deste mês, ou seja, por duas semanas. Essa e outras medidas de enfrentamento e prevenção ao novo coronavírus em Cuiabá foram anunciadas em transmissão ao vivo feita na tarde desta quarta-feira (10).

 

O toque de recolher só não valerá para trabalhadores do serviço essencial e os ônibus poderão funcionar com 20% da frota nesse horário. O novo decreto também prorroga para até 12 de julho a suspensão das atividades escolares da rede municipal e privada de ensino na Capital. 

 

Leia também - Mato Grosso registra 4.405 casos; 140 mortes por covid-19 e 129 pessoas estão na UTI

 

Emanuel não permitiu a volta dos berçários e educação infantil, mas autorizou, a partir da próxima segunda (15), a volta de cursos de idioma em geral, cursos de pós-graduação específicos da área da saúde, bem como aulas práticas de ensino superior e técnico de cursos na área da saúde com o máximo 12 alunos por turma.

 

Também a partir da segunda, salões de beleza, barbearias e similares poderão trabalhar das 13h às 19h. Hoje, já trabalham por 6 horas, mas no período matutino.

 

Bares e restaurantes, inclusive aqueles que atuam dentro dos shoppings centers, devem observar o horário de funcionamento, de terça à domingo (e feriados), das 11h às 15h para almoço e das 17h30 às 21h30 para jantar. Além disso, o novo decreto determina que em bares e congêneres, fica vedado o atendimento do cliente diretamente no balcão ou ainda quando estes estejam em pé.

 

Emanuel ponderou que não é possível "trancar" as pessoas em casa até o final, mas que é preciso manter o processo de flexibilização de forma gradual. O prefeito explicou que enquanto a Capital mantiver o crescimento dos casos em uma taxa 7% por dia, a situação ainda estará sob controle. 

 

O gestor apresentou um estudo do Hospital Sírio Libanês que aponta que o pico da covid-19 em Cuiabá deve ocorrer em 30 de julho. "Começa cair em agosto, sofre queda brusca em setembro e outubro e começa a normalizar em novembro. Para que essas projeções se confirmem precisamos manter o vírus sob vigilância", declarou.

 

Cuiabá registra, no momento, 1.332 casos confirmados do novo coronavírus, dos quais 1.001 estão em monitoramento, 294 já estão recuperados e 38 pacientes morreram. A taxa de letalidade da doença na Capital está em 2,8%, com incidência de 6 óbitos para cada 100 mil habitantes.

 

Embate com governo estadual

Na live, Emanuel declarou rompimento com o governo estadual de Mato Grosso e anunciou que na próxima terça-feira (16) fará uma videoconferência com os 141 prefeitos dos municípios mato-grossenses, sob coordenação da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para criar um plano de enfrentamento à covid-19 no Estado. O prefeito afirmou que buscará apoio da bancada federal e de órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Tribunal de Justiça (TJ).

 

Emanuel também aproveitou o momento para criticar a postura das autoridades estaduais no enfrentamento à doença. Cobrou "espírito político" do governador Mauro Mendes (DEM). "É Cuiabá que carrega a saúde pública de todo o Estado de Mato Grosso nas costas", disse o prefeito da Capital. "A gestão pública estadual entrou em colapso, não sabe, literalmente, o que fazer. [...] Mato Grosso está ao Deus dará. É um barco sem líder", acrescentou.

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