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INCÊNDIOS 23.09.2020 | 11h18

Empresas da família Maggi compram de pecuaristas que iniciaram fogo no Pantanal

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Mayke Toscano/Secom

Mayke Toscano/Secom

Pecuaristas investigados por incêndios no Pantanal, em Poconé (104 km ao Sul de Cuiabá) seriam fornecedores de gado para os grupos Bom Futuro e Amaggi, ambos da família do ex-ministro Blairo Maggi (PP). Os animais foram adquiridos pelos dois grupos e, posteriormente, vendidos a grandes frigoríficos no país.


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O grupo Bom Futuro pertence ao emrpesário Eraí Maggi. Já a Amaggi é de propriedade de Blairo Maggi, ex-governador, ex-senador e ex-ministro da Agricultura. Os dois são primos. Apesar da oleaginosa ser o carro chefe das empresas, elas também atuam no setor pecuário, de logística e energia.


Segundo reportagem do site Repórter Brasil, 5 propriedades rurais são investigadas pela Polícia Federal como ponto de início dos incêndios. Duas delas fornecem gado para o grupo. Uma delas, a Comitiva, pertence a Raimundo Cardoso Costa. Ele também é dono da fazenda Recanto das Onças, que vende bovinos para a Bom Futuro, que engorda os animais e abastece os frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva.


O outro pecuarista investigado, José Sebastião Gomes da Silva, é dono das áreas rurais Espírito Santo e Formosa. Esta última tem negócios com o grupo Amaggi.


Além de apontar a rede de comércio que leva ao desmatamento, a reportagem questiona a falta de monitoramento que as empresas têm sobre a matéria prima adquirida. Uma vez que alegam não comprar de empresas que desmatam, mas não averiguam os fornecedores indiretos. Amaggi e Bom Futuro não são investigadas pelos incêndios neste momento, mas mantêm negócios com produtores que podem estar ligados ao crime ambiental.


Em 2009, vários frigoríficos assinaram a “TAC da carne”, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Federal (MPF) em que as empresas se comprometem a não negociar com autores de desmatamento. No entanto, o acordo não tem sido honrado e os frigoríficos driblam as regras de várias maneiras.


Incêndio no Pantanal
O fogo queima na maior planície alagada do planeta há quase 3 meses. Por meio de dados de queimadas divulgados pelo Instituto Centro de Vida (ICV), cruzados com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Cadastro Ambiental Rural (CAR) disponibilizado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) foi possível identificar a área de início do fogo e seus respetivos donos.


O incêndios iniciados nas 5 fazendas já destruíram 116.783 hectares, área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. A queimada é a maior desde que o Inpe passou a monitorar focos de incêndio, em 1998.


Começo das chamas
O pecuarista Raimundo Cardoso Costa afirma que a explosão de um carro provocou o incêndio. Os bombeiros apagaram o fogo, mas ele reacendeu e fugiu do controle. 40% dos 15 mil hectares da fazenda foram consumidos.


O segundo fazendeiro, José Sebastião Gomes da Silva não se manifestou na reportagem.


Outro lado
O grupo Bom Futuro foi procurado e informou que não vai se manifestar sobre o caso.


A empresa Amaggi também foi procurada e encaminhou a seguinte nota.


"A Amaggiinforma que cumpre todas as verificações socioambientais antes da comercialização e que não detectou irregularidades ou focos de incêndios na propriedade de origem da compra, que, inclusive, fica fora do bioma Pantanal. No entanto, ciente da atual situação do bioma como um todo, a Amaggi não realizará novas comercializações com o fornecedor em questão, enquanto aguarda apuração sobre a responsabilidade da origem dos focos de incêndios em outras propriedades deste produtor".

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Comentários

ILDO PEREIRA - 23/09/2020

DEVEM ESTAR QUERENDO PLANTAR SOJA TAMBEM.

aureo piratello - 23/09/2020

o tem de ver o cu com as calcas

2 comentários

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