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embaixada foi comunicada 20.05.2020 | 17h37

Estudantes da UFMT denunciam descaso com a repatriação

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Izabelle Borges - Especial para o GD

izabelle@gazetadigital.com.br

Secri/UFMT

Secri/UFMT

(Atualizada ao dia 22/05 às 14h19) - O grupo 'preso' na Colômbia por conta da pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, foi informado no início da tarde desta sexta-feira (22) que a UFMT encaminhou um ofício solicitando a prorrogação das bolsas dos estudantes que venceria em junho deste ano, para manter as alimentações e hospedagens dos universitários, até que possam retornar ao Brasil. Além disso, houve a menção da articulação de uma carta conjunta com todas as demais instituições brasileiras que tenham estudantes e professores em solo estrangeiro, para ser enviada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) informando a necessidade de retorno.

 

Um grupo composto por sete estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso está se vendo obrigado a lidar não somente com a pandemia, que já fez 321.459 vítimas fatais pelo mundo e levou a óbito 613 pessoas na Colômbia. Os jovens estão presos em um país estrangeiro impossibilitados de entrar em voos de volta ao Brasil e sem apoio da embaixada brasileira.

 

Em quarentena há dois meses, estudantes da UFMT em mobilidade acadêmica denunciam descaso com suas repatriações por parte da Embaixada do Brasil na Colômbia. Além da preocupação com a volta, existe a incerteza quanto ao aporte financeiro ofertado pelas universidades colombianas, uma vez que essas bolsas têm prazo até junho deste ano e ainda não foi comunicada a prorrogação de pagamento.

 

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Os estudantes encaminharam uma carta à Embaixada no dia 11 de maio, contendo o nome de 31 estudantes que faziam a mobilidade acadêmica de vários estados do Brasil, e recebeu como resposta no dia 13 de maio o pedido para que cada um dos interessados no retorno enviasse um email a um endereço eletrônico e registrasse as suas especificidades. E em complemento, pediu para que eles ficassem atentos ao site do orgão para acompanhar a atualização com informações disponíveis no momento.

 

Ao entrar no site referido, encontra-se a informação do último voo que partiu para o Brasil, de Bogotá a São Paulo, no dia 9 de maio.

 

Isabelle Fanaia, uma das 7 estudantes, menciona que no mês de maio não houve voos de repatriação. "O governo colombiano realizou um voo de repatriação dos colombianos que estavam ai no Brasil”, diz a universitária ao explicar como funcionou o voo citado no site. Segundo ela, a Embaixada quis aproveitar o mesmo voo para levar os brasileiros de volta, mas teria cobrado o valor de US$ 450 dólares para o embarque, o equivalente a R$ 2.574 na data de hoje (20), e avisado sem antecedência. A estudante explica que o transporte só iria até uma parte do trajeto. “Esse voo só iria até São Paulo e a gente teria que se virar para comprar uma passagem para Cuiabá”, finaliza.

 

No email enviado à Embaixada também constava o estado dos voos comprados pelos estudantes, para o retorno ao Brasil, antes do fechamento dos aeroportos. Nesse documento, é possível verificar a quantia de voos cancelados ou sem resposta pelas companhias.

 

A esperança da estudante Isabelle, que está em Tunja, era o fechamento dos aeroportos ir apenas até o fim de maio, e poder embarcar de volta no seu voo comprado, mas na noite de terça-feira (19) foi surpreendida com a notícia de que não seria possível, uma vez que, segundo ela, a TV noticiou uma prorrogação desse fechamento até final do mês de junho.

 

"Nossa bolsa é até dia 13 de junho, que é o prazo final, é onde termina o semestre, e eles falaram que não vão prorrogar essa bolsa, caso a gente fique. Mas se a gente ficar é por obrigação", explica Isabelle sobre o porquê da urgência no retorno ao país.

 

O estudante Maycon Esquer, que está em Bogotá, defende que a reinvindicação é quanto ao bem estar e a segurança. “A gente se preocupa porque a gente está se aproximando do estado de vulnerabilidade total, nossas bolsas acabam em junho, o seguro acaba em junho, e a embaixada já disse que não há previsão de um voo de repatriação humanitário. A gente está completamente na insegurança do que vai acontecer quando nossas bolsas acabarem, e os aeroportos fechados, e as nossas passagens sendo constantemente remarcadas”, afirma o estudante.

 

Pollyana Diva é a estudante mais isolada, dentre os intercambistas. Ela é a única do grupo que está em Cucuta, cidade que faz fronteira com a Venezuela. “Eu sou a única estudante intercambista brasileira aqui. De ônibus deve ser umas 12h de viagem até Bogotá. Eu, particularmente, não sei como iria para lá”, ressalta. Sua preocupação gira em torno da distância entre a sua cidade e a capital, Bogotá, de onde partem os voos de repatriação e a falta de apoio financeiro, uma vez que ela precisaria se deslocar por conta própria até a cidade de partida, mas sua bolsa, que é responsável apenas por manter sua alimentação, tem validade apenas até o mês de junho.

 

Além disso, Pollyana lembra que questionou a um responsável sobre a possibilidade de receber algum apoio da universidade em que está matriculada para fazer o trajeto terrestre, mas só recebeu duas cartilhas, disponibilizadas pelo governo, sobre cuidados de higiene em viagens intermunicipais. “Não era bem isso que eu queria saber”, diz ela. A cidade em que Pollyana está registrou 114 casos da doença e um óbito, até a tarde desta terça-feira (19).

 

A estudante cita que “o governo da Colômbia está fazendo o máximo para trazer os que estão no Brasil, inclusive tem voo programado já, mas nada, absolutamente nada, do governo Federal sobre a gente que quer voltar”.

 

A Colômbia decretou emergência sanitária no inicio de março, e na tarde desta quarta-feira (20) a estudante Isabelle Fanaia comunicou ao que essa emergência será prorrogada até 30 de agosto, e consequentemente, os voos internacionais devem seguir suspensos até a nova data.

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