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50 anos 11.02.2020 | 08h16

Estudantes ocupam Nilo Póvoas para evitar fechamento

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Divulgação

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Inconformados com o fechamento da Escola Estadual Nilo Póvoas, um grupo de alunos ocupa a instituição desde a noite de segunda-feira (10). Os estudantes dizem que só irão sair do local quando for retirada a ordem de encerramento das atividades na instituição.

 

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Um dos alunos, que não quis se identificar, contou que estão dormindo nas salas de aula, levaram mantimentos e estão preparados para ficaram o tempo que for necessário no local. Contam com apoio de representes da União Nacional dos Estudantes (Une) e têm autorização dos pais.

 

O estudante afirmou que na noite de ontem dois funcionários da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foram ao local e tentaram negociar a desocupação do espaço. Primeiro em tom de ameaça, eles mandaram os protestantes saírem. Depois, tentaram conversar de forma amigável, mas os ocupantes estão irredutíveis e só deixam o local quando houver uma reunião com a Marioneide Kliemaschewsk e decisão para não fechar a unidade.

 

No mês passado, foi realizada reunião entre representantes dos alunos e da Seduc para tratar do fechamento da unidade. No entanto, não houve espaço para argumentos.

 

“Eles apresentaram um relatório da escola de 2013. Ele não corresponde à realidade. As coisas mudaram muito e eles insistem em mostrar dados defasados”, disse o estudante.

 

Até o momento, cerca de 50 alunos estão ocupando a escola e há convocação para que novos estudantes agreguem ao movimento.

 

Segundo a professora Josiane Marcone Oliveira, que dá aulas na Escola Estadual Barão de Melgaço, o movimento também está impactando no trabalho dos docentes, pois nos próximos 3 dias encerram o ano letivo e não tem como trabalhar por conta da ocupação.

 

Para a docente, a escola integral para alunos do ensino médio não funciona. Muitos deles precisam trabalhar, cuidar dos irmãos ou simplesmente não querem estudar. Além disso, a estrutura das unidades não são atrativas.

 

“Essa metodologia de ensino integral no ensino médio não funciona. Não tem aluno”, explica.

 

Fechamento
A Seduc anunciou o fechamento da escola no início de janeiro. Alega que não há alunos suficientes para ocupar todo o espaço da unidade e, por isso, eles serão remanejados. No local irá funcionar uma escola Centro de Referência em Educação Inclusiva.

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