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debate e conscientização 19.09.2020 | 16h23

Estudantes se unem e criam projeto contra assédio nas escolas de Cuiabá

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Contra o assédio dentro das escolas de Cuiabá, estudantes de Cuiabá deram às mãos e lançaram o projeto ‘Alunas por Alunas’, que tem como objetivo o debate e a conscientização do tema, muitas vezes silenciado dentro das unidades de ensino.

 

A ideia surgiu em maio, após um professor de uma escola da rede particular ser demitido acusado de assediar estudantes. Apesar de a gestão ter tomado as providências logo após receber as denúncias, as estudantes acharam necessário ampliar o debate.

 

Uma delas é Luisa Roder, 18. “O projeto surgiu a partir dessa situação. Vimos vários relatos de alunas e nessa época, vários professores foram expostos pelas estudantes com atitudes consideradas de assédio. Então, o nosso objetivo é debater e dar voz ao tema”, lembrou a jovem.

 

Diferente de um movimento que tomou às redes sociais nos últimos meses, o projeto não tem como objetivo fazer nenhum ‘exposed’ – que é expor condutas e até crimes cometidos. “Aqui não vamos expor, nosso projeto é informativo”.

 

Desde que página no instagram foi ao ar, já conta com 944 seguidores. “Muitos estudantes estão acompanhando, mas muitos pais também. Eles receberam bem o projeto”.

 

E para quem pensa que o público alvo são só pais e alunas, se engana. Os meninos estão apoiando a iniciativa das colegas. “Eles estão participando da página e têm tido uma boa aceitação. A nossa proposta é trazer eles para dentro do projeto, que tem esse objetivo de ensinar, conscientizar”.

 

Direcionamento 

Luisa lembra que no grupo não há nenhuma especialista, nenhuma profissional em fazer acolhimento das vítimas, mas ressalta que o espaço é importante para ajudar qualquer vítima. “Não temos como fazer o acolhimento, mas podemos direcionar e essas parcerias que estamos fazendo são importantes”, ressaltou.

 

Uma das apoiadoras do projeto é a professora e advogada Ana Emília Iponema Brasil, secretária-adjunta da Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá e presidente da Associação brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica. "Fiquei maravilhada em ver meninas tão jovens preocupadas com tema importante e de grande relevância", disse Ana ao .


Ela chegou até o projeto por intermédio do pai de uma das estudantes. "Ele já me conhecia, conhece meu trabalho e contou que as meninas queriam fazer um grupo com objetivo de levar informações sobre violência de gênero", contou.


Desde 2003 trabalhando na área, Ana lembra que as ações se intensificaram com a Lei Maria da Penha. "Me coloquei à disposição e já marcamos uma reunião virtual e começamos a por em prática o projeto, que já tem 3 meses. Agora em outubro, vamos ampliar as discussões, abordar o racismo, questões LGBTQIA+ e outros temas importantes".


Para Ana, que também é professora, os debates são importantes para a construção de uma luta por igualdade. "E é uma coisa que eu não desisto, a partir disso, vamos lutar até conseguir a igualdade entre homens e mulheres. Só há uma democracia de direitos quando houver igualdade entre os gêneros".


No papel de 'madrinha', ela se mostra emocionada com o crescimento do Alunas por Alunas. "Não só do projeto, mas me emociona ver o crescimento pessoal e intelectual das integrantes. A vontade de aprender, debater e discutir em cima de um tema tão importante. Sabemos que a violência é uma triste realidade cotidiana. As meninas representam a multiplicação do nosso trabalho", finalizou. 

 

Lives

Sem a rotina presencial nas escolas, os encontros do grupo são virtuais. Exemplo disso são as lives realizadas no perfil. A primeira delas, em julho, foi com a vice-presidente do Instituto Maria da Penha, professora Regina Célia, que falou sobre a história e a perspectiva da cultura sexista no Brasil.

 

Delegada Jozirlethe Magalhães, da Delegacia de Defesa da Mulher também esteve em um dos encontros. Ela falou justamente sobre assédio sexual e outros crimes contra mulheres. Além disso, já contaram com a participação de promotora, psicólogas e outras mulheres que atuam diretamente com o tema.

 

“Agora, a nossa principal meta, depois que passar a pandemia, é levar o projeto para todas as escolas, principalmente na rede pública”, destacou Luisa. Uma das lives pode ser vista no final da matéria. 

 

 

 

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