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saúde pública 12.11.2019 | 15h36

Faltam medicamentos para pacientes da ala infantil do PS, denuncia família

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João Vieira

João Vieira

Parentes de crianças internadas na ala infantil do Pronto-Socorro de Cuiabá (PS) têm reclamado sobre a falta de medicamentos da unidade de saúde.  N. M., tia de uma menina internada na unidade afirma que criança está precisando de remédio para tratar uma infecção.

 

A criança está internada na área de lactantes da enfermaria infantil do PS desde a última sexta-feira (8). A menina caiu e machucou internamente a perna, e acabou com uma infecção. Após passar por cirurgia, a menina aguarda por alta nesta semana.

 

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Contudo, segundo relato da tia, a sobrinha precisava tomar um Ibuprofeno – remédio para febre e dores musculares – porém, foi informada que a unidade de saúde não tinha e que a família precisaria comprar. Além do Ibuprofeno, que é um remédio simples, pais também se queixam da falta de pomadas e até mesmo gel antisséptico.

 

“Um remédio simples que não tem no Pronto-Socorro. Tem outra criança aqui que a mãe está com receita, até foi pedido pra tirar cópia, e a mãe está com a receita e a nota. Têm outras duas mães que não estão podendo comprar e precisam da pomada para passar, e não tem”, detalha.

 

Por acompanhar o estado de saúde das crianças, muitos pais acabam não trabalhando, ou simplesmente não tem como arcar com as despesas dos medicamentos. Algumas crianças, depois de informado que os pais teriam que comprar os remédios, estão sem serem medicadas.

 

Ainda de acordo com a assessora, um menino está internado há 10 dias, e desde então a escassez de remédio continua.
“O médico passa a medicação, e quando não tem, as enfermeiras vem e avisam os pais que não tem. Quem não puder, os pais não podem comprar. Tem gente que fica aqui, como vão trabalhar?”, questiona.

 

Outro lado

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, emitiu uma nota de esclarecimento, informando que medicamentos prescritos não estão faltando no PS. Leia a nota na íntegra:

 

Em relação aos questionamentos sobre a paciente pediátrica A.B., a Secretaria Municipal de Saúde informa:

 

-As informações de que os medicamentos prescritos para a paciente estão em falta não procedem.

 

-No dia em que a paciente deu entrada no Pronto-Socorro ela apresentava um problema oftalmológico. A médica que a atendeu primeiramente passou um medicamento chamado Ibuprofeno, que não tinha na farmácia satélite, mas tinha na 

farmácia central do Pronto-Socorro. Antes da solicitação deste medicamento ser feita á farmácia central, a mãe da paciente decidiu comprá-lo.

 

-Assim que a criança passou pela avaliação de um oftalmologista, ele suspendeu o Ibuprofeno e prescreveu um antibiótico para tratar a infecção bacteriana no olho da criança, o que está sendo feito normalmente.

 

-O oftalmologista comentou sobre uma pomada que poderia ser usada para aliviar os sintomas, mas não a prescreveu, pois o medicamento essencial para o tratamento já está sendo ministrado. Pomadas oftalmológicas não são padronizadas da rede. A mãe da paciente optou por comprá-la também.

 

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Comentários

Joaquim - 15/11/2019

Qual a dificuldade da farmácia central em abastecer diariamente a farmacia satélite 03 vezes ao dia? O que falta é uma gestão em farmácia aí dentro desse PS. Pois estamos falando que um setor tem o medicamento e um mesmo setor do hospital não tem?

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