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Deu em A Gazeta 04.10.2019 | 10h06

Família faz campanha incentivando a doação de medula óssea

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Natália Araújo

natalia@gazetadigital.com.br

Otmar de Oliveira/Divulgação

Otmar de Oliveira/Divulgação

Família de Cuiabá faz campanha para estimular a doação de medula óssea para criança com doença rara. Ana Luísa Leitner Paz Ferreira, 2, está em tratamento quimioterápico e transplante é a solução para melhora do seu quadro clínico.

 

Os primeiros sintomas da doença Linfohistiocitose Hemofagocitica (LHH) apareceram em fevereiro deste ano, aqui na Capital. Cintia Leitner Paz, 35, mãe da menina, comenta que até então a filha era uma criança saudável, com o desenvolvimento dentro das expectativas. Porém, começou a apresentar um quadro clínico de inchaço na barriga. A região corporal também estava dura. Em março, começaram as febres que vinham e melhoravam.

 

Em junho, após um episódio em que a febre atingiu os 39ºC, foram feitos exames e a taxa de hemoglobina no sangue estava muito baixa. Na ocasião, Ana Luísa foi internada e precisou de uma transfusão sanguínea.

 

À época, os médicos informaram que seriam necessários outros exames porque os sintomas apresentados pela menina eram semelhantes à leucemia. A averiguação para a doença foi negativa.

 

No final do mês de julho veio o diagnóstico da LHH. A doença é rara e promove uma hiperinflamação ao superativar as células de defesa do organismo. O tipo primária manifesta-se tipicamente na infância.

 

Após o diagnóstico, a garota foi transferida para São Paulo onde iniciou o tratamento. Primeiramente foram feitas 11 sessões de quimioterapia. Os procedimentos foram realizados semanalmente. “Ela apresentou melhora em alguns sintomas como a febre, as taxas das plaquetas e dos triglicerídios voltaram ao normal”, comenta Cintia. Entretanto, o fígado e o baço continuam inchados e ainda existem células hemafogocíticas no sangue.

 

Com o novo quadro, Cintia explica que a decisão médica, tomada nesta semana, foi por um transplante de medula óssea. Até o procedimento ser realizado, Ana Luísa passará por sessões de quimioterapia a cada 15 dias. Até o momento, o quadro clínico é positivo. “Ela está bem, brinca, não tem dor”, comenta a mãe.

 

Entretanto, após o comunicado médico, a família já iniciou uma campanha nas redes sociais para incentivar a doação de medula óssea para encontrar o doador o quanto antes. “Conversamos com familiares e amigos. Então, surgiu a ideia de fazer o compartilhamento pelo Facebook”, conta Cintia. Nas imagens que vem sendo veiculadas, é feito o pedido para que as pessoas se tornem doadoras de medula e é explicado quem pode se candidatar. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos e com bom estado geral de saúde pode se submeter ao procedimento.

 

Os pais são compatíveis em 50% com a filha. Porém, seguem em busca de alguém que tenha uma maior carga de compatibilidade. Atualmente, 4.943.353 doares estão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e 850 pacientes aguardam o transplante.

 

Leia mais notícias sobre Cidades na edição do Jornal A Gazeta

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Comentários

Mário Marcio - 04/10/2019

Seria interessante nesta reportagem ou alguém que esteja lendo o comentário, informar o local onde poderia se cadastrar e como acontece para realizar o exame para ver se é compatível a ela ou a outra pessoa.

1 comentários

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