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MARCO CULTURAL 24.11.2019 | 14h20

Fechado há 10 anos, direção promete reabrir teatro em 2020

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

O anfiteatro Hélio Vieira, que fica no campus Cuiabá do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), está há quase 10 anos com suas portas fechadas. Em 2010, foi proposto um projeto de reforma e ampliação que deveria ser entregue no ano seguinte, em 2011. Contudo, por diversos problemas técnicos e estruturais, a obra foi embargada pela Prefeitura de Cuiabá e não teve continuidade.  

 

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O dinheiro para a reforma era proveniente de uma emenda parlamentar do então deputado federal Eliene Lima, que assegurou o valor de R$ 2 milhões do Ministério da Educação (MEC). A empresa que venceu o processo licitatório para ficar à frente do projeto, no entanto, não conseguiu concluí-lo e abandonou a obra.

 

Conforme explicou o diretor geral da unidade, Cristovam Albano da Silva Junior, a unidade também apresentou problemas ao tentar obter o Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico perante o Corpo de Bombeiros. Ainda, o projeto não contemplava uma área de estacionamento e estrutura permeável previstas pela prefeitura.   

 

"O pessoal fez o projeto de incêndio somente da obra do teatro. Quando chegamos lá no bombeiros o pessoal foi lá e falou 'não, essa edificação faz parte de um complexo que é o campus, eu preciso de um projeto de todo o campus'. Então o projeto teve de retornar", afirmou.   

 

Com 4 anos de seu início, a obra foi paralisada. Ficou, então, a cargo da direção ir atrás dos alvarás e autorizações para dar continuidade à ampliação do teatro. Por ser uma edificação antiga que fica no entorno do Centro Histórico, ficou entendido que não seria necessária a construção de um estacionamento, bem como seria inviável interferir na edificação para criar uma área permeável.   

 

Vencida esta etapa, a administração se deparou com o problema orçamentário. Com os R$ 2 milhões que seriam utilizados no início devolvidos à União, o recurso próprio da instituição não seria suficiente para contemplar as especificidades do projeto. Ainda de acordo com o diretor geral, reformas urgentes na unidades foram priorizadas e, com isso, a conclusão do anfiteatro ficou em segundo plano.  

 

"Agora mais recente em outubro deste ano nós recebemos a boa notícia. Isso vem de um trabalho feito junto a reitoria e a bancada federal de Mato Grosso, ou seja, a união dos deputados federais e senadores. Eles destinaram uma emenda parlamentar no valor de R$ 10 milhões para o IFMT. Dentro desses R$ 10 milhões nosso reitor assumiu um compromisso de passar o montante para que nós pudéssemos retomar a obra do teatro".  

 

O diretor assegurou que o montante é o suficiente para executar o acabamento mínimo para entrega da obra, que tem ao menos 60% de conclusão. A expectativa é de que o processo licitatório seja aberto no início de 2020 para que a obra seja entregue no final do ano.  

 

Impacto cultural  

Conforme relembrou o ator Bruno Corrêa, em artigo publicado sobre a espera pela obra, o anfiteatro foi um marco na cena cultural da cidade. Construído na década de 70, foi a origem de artistas regionais, como Eduardo Butakka e Thyago Mourão, bem como palco de artistas nacionais renomados. 

 

"No espaço, tivemos o necessário para expressar nossa individualidade. Saraus, debates políticos, festivais de música e intérpretes, premiações esportivas e acadêmicas. Todos tinham voz", relembrou o ator. 

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