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Barra do Garças 16.08.2020 | 10h15

Friboi e Sema confirmam descarte de efluentes no Araguaia

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Izabelle Borges - Especial para o GD

izabelle@gazetadigital.com.br

Divulgação

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Um vídeo que ganhou a atenção dos internautas na sexta-feira (31), ainda em julho, registra o descarte de um líquido de cor escura nas águas do rio Araguaia, no munícipio de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá). A denúncia é feita por duas pessoas, onde um deles relaciona os efluentes a duas empresas, sendo uma delas a Friboi, do grupo JBS.


“Eu não quero dinheiro não, eu só quero o rio limpo, despoluído”, diz o homem que exibe o cano largo, enquanto a água de aparência escurecida escoa.

 

A dupla, composta pelo denunciante e o cinegrafista, registra o rio Araguaia e uma poça de água escura que o encontra, enquanto caminha por um terreno arenoso que, segundo informações, seria um banco de areia. A poça, que em denúncia é relatada com mau cheiro, tem coloração escura e seria proveniente do acúmulo dos efluentes despejados pelas empresas citadas no vídeo.

 

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“Não pode construir na beira do rio? Não pode desmatar? Tá tudo certo, não pode, mas jogar essa fedentina no rio pode?”, questiona ele sobre as formas de preservação da vegetação local.

 

A vida animal também sofre com as consequências das águas ejetadas. No registro, é possível ver além de um peixe morto boiando nas margens do rio, um outro animal, que os denunciantes alegam ser um pássaro.

 

O senhor continua o desabafo sobre situação e afirma que já move uma ação na justiça contra a empresa de tratamento de água, que seria a segunda empresa responsável pelo acúmulo de água escura e mau cheirosa. “Vêm falar para mim que essa água está tratada? Prova para mim que está tratada!”, diz ele ao reforçar a coloração atípica do local e o forte odor relatado.

 

De maneira amuada, com tristeza na voz, o senhor expõe que repete anualmente as imagens e já se encontra sem esperanças para o problema ser resolvido.

 

O público cobrou o posicionamento das empresas, especialmente à Friboi, sobre o caso, então o apurou as informações transmitidas pela filmagem.

 

De acordo com a denúncia, havia dois canos ejetando águas oriundas da Friboi, sendo o primeiro próximo a um banco de areia e o segundo mais próximo ao rio. As informações foram confirmadas pelo grupo JBS e pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), órgão responsável pela fiscalização.

 

Em nota, o grupo JBS admite fazer o descarte dos líquidos no rio, mas explica que cumpre com a legislação e diz estar devidamente licenciada. Além disso, a empresa explica que houve a necessidade de instalar o segundo escape pelo período de estiagem ter baixado o nível do Araguaia, causando o aparecimento de bancos de areia.


Apesar de jogar os líquidos, a empresa afirma que a qualidade das águas do rio "está em plena conformidade com os parâmetros legais" e que esse padrão é controlado através de monitoramento mensal realizado em laboratório credenciado pelo Inmetro, com resultados protocolados a cada 4 meses junto à Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

 

A outra empresa citada como responsável pelo descarte foi mencionada pela Sema, por meio de um comentário na rede social instagram, como sendo a Águas de Barra do Garças, concessionária de água e esgoto da cidade.

 

Ao ser procurada pelo , a Sema afirmou que a diluição dos efluentes é causada pelo período de seca, assim como a formação dos bancos de areia. A secretaria confirma a existência da autorização das empresas para usarem os recursos hídricos para despejo de seus resíduos.

 

A Secretaria afirma, no mesmo comentário, ter sido realizada uma vistoria na semana anterior, juntamente à Politec e ao Ministério Público Federal, onde foram coletados amostras e resíduos para avaliação dos parâmetros de qualidade da água e identificação de possíveis irregularidades. Estando de posse dos resultados, o órgão assegura que "caso haja a confirmação de dano ambiental, os envolvidos serão responsabilizados".

A equipe do não encontrou a segunda empresa mencionada para comentar o caso.

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