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afrouxou as restrições 26.03.2020 | 19h00

Governo afirma que flexibilização está de acordo com Ministério da Saúde

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Eduarda Fernandes

eduarda@gazetadigital.com.br

Tchélo Figueiredo/Secom-MT

Tchélo Figueiredo/Secom-MT

O governo do Estado rebateu a ação proposta pelos Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, que pediram ao governador Mauro Mendes (DEM) a suspensão do decreto 426/2020 que flexibilizou a abertura do comércio em Mato Grosso.

 

Por meio de nota, o Executivo pontuou que as medidas consolidadas em decreto publicado nesta quinta-feira (26) estão alinhadas com as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministério da Saúde e com a nota técnica expedida pela Sociedade Brasileira de Infectologistas (SBI).

 

“O governo esclarece que, ao contrário do que foi publicado no site do Ministério Público Estadual, não houve qualquer ‘relaxamento’ das medidas restritivas de isolamento, tanto que todas as ações para evitar o contato social foram mantidas”, diz trecho da nota. O Executivo afirma, ainda, que não procede a informação de que houve “liberação” do comércio, “já que em nenhum momento o Governo de Mato Grosso havia restringido as atividades econômicas no Estado, a não ser academias, bares, lanchonetes, restaurantes, shows, eventos e reuniões de toda natureza”.

 

Leia também - MP, MPF e MPT pedem para revogar decreto e preveem 8 mil mortes

 

Neste contexto, cita que as atividades econômicas só estão permitidas para as empresas que respeitarem as normas sanitárias e garantirem a segurança e saúde dos trabalhadores contra o covid-19.

 

Alinhados com o Ministério da Saúde

Em coletiva de imprensa virtual realizada na tarde desta quinta, o secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo enfatizou que o governo está agindo em consonância com as orientações do Ministério da Saúde. Gilberto explicou à população de Cuiabá, que está em um impasse diante da divergência entre os decretos municipal e estadual, que a regra que prevalece é a do Governo do Estado.

 

“Tem município que não tem nenhum caso confirmado e já decretou praticamente estado de recolher. [...] As medidas têm que ser bem dosadas dentro do nível de pressão e temperatura que a epidemia vai determinar. Não há necessidade de fechar o Estado inteiro nesse momento, por isso as nossas regras estão flexibilizadas, sim, para que não tenha uma paralisia total. Temos que administrar as contingências e adotar medidas conforme preconiza o Ministério da Saúde”, comentou.

 

Na ação proposta contra o Estado, os órgãos citam uma projeção de haver mais de 8 mil mortes em Mato Grosso caso as regras de isolamento sejam flexibilizadas. Gilberto respondeu que não é possível, neste momento, fazer uma projeção dessa magnitude.

 

“Vamos ter condição de desenhar um cenário um pouco mais próximo da realidade a partir do momento que nós tivermos o caso número 50 no Estado. Aí sim as estatísticas serão mais precisas nesse campo. É muito prematuro tomar decisões dessa natureza. Nós temos ainda apenas 11 confirmados e nenhum caso grave ainda. Portanto, nenhum paciente demandou da nossa assistência hospitalar”, ressaltou.

 

Em outro momento da coletiva, o secretário destacou que a SES trabalha com dados do Ministério da Saúde. Quanto ao apontamento feito na ação, de que Cuiabá estaria entre os 40 locais do Brasil com maior risco de disseminação grave da pandemia, Gilberto respondeu que a SES trabalha com os dados de projeção do Ministério da Saúde e que “tem gente divulgando previsões estratosféricas como se aqui no Estado de Mato Grosso nós fôssemos ter um número de óbitos maior que a própria Itália” e que não há necessidade, neste momento, de paralizar 100% o Estado.

 

“Mais ou menos metade da população vai ser infectada porque é a natureza do vírus, mas ai ter casos leves. Nós temos que estabelecer uma estratégia, arriscar nela e assumir o risco pela tomada da decisão”, concluiu.

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