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Deu em A Gazeta 14.11.2019 | 08h01

Guia alimentar recomenda açúcar zero até os 2 anos

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Brasil é o 3º país do mundo com mais crianças com diabetes tipo 1. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no país, cerca de 40 mil crianças com idade entre 0 e 14 anos já foram diagnosticadas com a doença. Diante do cenário classificado como preocupante pelos especialistas, Ministério da Saúde (MS) lançou, nesta quarta-feira (13), o novo Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos. A publicação traz, entre as atualizações, a recomendação de zero açúcar para crianças nessa faixa etária, destacando que o consumo pode acarretar inúmeras doenças crônicas, dentre elas o diabetes. Inclusive, o lançamento aconteceu um dia antes do Dia Mundial do Diabetes, comemorado nesta quinta-feira (14).

 

Pediatra e nutrólogo, Jean Balduíno diz que o número de crianças diabéticas tem aumentado de forma assustadora nos últimos anos. Segundo ele, muitos não dão o açúcar propriamente dito aos filhos mas, por outro lado, os alimentam com produtos industrializados nos quais há açúcares embutidos. “Refrigerante, sucos artificiais, balas, biscoitos, pães e até barras de cereais, todos são adoçados e representam um perigo ainda maior para as crianças. Pais esquecem que o açúcar não vem apenas em formato de pequenos grãos”.

 

O resultado, explica o nutrólogo, são bebês e crianças obesas, com exames totalmente alterados, às vezes mal nutridas, já que preferem alimentos mais “docinhos” do que os feitos manualmente e de forma natural.

 

A Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) realizou um levantamento que aponta que as crianças brasileiras consomem quase 4 vezes mais do indicado em se tratando de açúcar. “Segundo essa pesquisa, se pesarmos os lanches que as crianças consomem no período da manhã e tarde, no decorrer de um ano, cada uma delas teria consumido pouco mais de 5 quilos do ingrediente”.

 

Balduíno salienta que os pais não precisam ser drásticos e evitar definitivamente o contato dos filhos com doces, mas precisam entender que o consumo deve ocorrer de forma consciente. De acordo com o pediatra, os bebês não sabem o que é doce, azedo, cítrico ou picante, pois o paladar vai se formando ao longo de sua vida. “É aí que entra a importância da conscientização dos pais. O organismo de crianças de 0 a 2 anos de idade não está pronto para as bombas adoçadas que contém nos alimentos industrializados. O consumo excessivo pode trazer graves consequências à saúde infantil e o problema pode ocorrer a longo prazo”.

 

Além do diabetes, outras doenças podem atingir a saúde dos pequenos devido à ingestão de alimentos adoçados, como a hipertensão, colesterol alto e até doenças cardíacas.

 

O especialista destaca que há anos pediatras orientam os pais com relação ao consumo não só de açúcar, como também do sal. Ambos os ingredientes são prejudiciais à saúde, especialmente na fase inicial da vida.

 

Confira a reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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