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DEU NA GAZETA 22.11.2020 | 09h41

Madrasta é suspeita de mais dois assassinatos em família

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Arquivo Pessoal

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Mulher acusada de envenenar e matar lentamente a enteada de 11 anos para ficar com a herança é investigada em outros 2 homicídios, motivados pela ambição. Jaíra Gonçalves de Arruda, 42, está presa desde 9 de setembro de 2019, acusada do homicídio de Mirella Poliana Chuê de Oliveira, crime que gerou revolta e comoção e deve leva-la à júri popular. Mas investigação deste crime mostrou a frieza da autora e levantou suspeitas de sua participação em 2 outras mortes que ocorreram anteriormente, de pessoas próximas. Do avô paterno de Mirella e do cunhado, executado em circunstâncias suspeitas no período em que Jaíra morava com ele após a morte da irmã, em Alto Taquari (479 km ao sul). Neste domingo, 22, Mirella completaria 13 anos.

 

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A Justiça deferiu pedido para a exumação do corpo de Edson Manoel Leite de Oliveira, morto em 4 de março de 2018. Era com Manoel que Mirella vivia antes de ir morar com a madrasta e o pai. Ele teve um mal súbito e apesar de passar por atendimento de urgência morreu em seguida. Mas as últimas palavras dele falavam sobre um o suco que Jaíra lhe deu, segundo ficou apurado em investigação. Com a morte da neta, a suspeita de que Edson Manoel foi envenenado por ela foi reforçada entre os familiares dele. Segundo o delegado Olímpio da Cunha Fernandes Júnior, a partir da autorização judicial a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) aguarda agendamento da Perícia Oficial para realização da exumação do corpo.

 

O outro crime em que Jaíra é investigada ocorreu em 23 de setembro de 2013, em Alto Taquari. O comerciante Marcos Cesar de Carvalho, 41, o Paulo Verdurão foi assassinado com um tiro no tórax, após uma suposta briga no trânsito. O autor seria um homem que fazia serviços de pintura na casa dele. A vítima, mesmo ferida, conseguiu conduzir sua caminhonete até a delegacia onde foi socorrido pelos policiais, mas morreu em seguida.

 

Jaíra, que era casada na época com o pai de Mirela, foi morar em Alto Taquari, com o propósito de cuidar da irmã que enfrentava um câncer, doença que a matou. Depois da morte dela, ela se envolveu com o cunhado, que tinha um mercado na região. Pouco tempo depois ele foi assassinado e Jaíra assumiu os negócios, vendeu o comércio e trouxe as 3 sobrinhas para Cuiabá.

 

O delegado Wagner Bassi Júnior, que na época investigou a morte de Mirella e realizou a prisão da acusada, foi quem remeteu cópias de depoimentos para a delegacia de Alto Taquari. Segundo ele, a frieza e a ambição da acusada e as suspeitas levantadas contra ela nos depoimentos, inclusive por uma das filhas de Marcos Cesar, apontavam para a necessidade de uma investigação mais detalhada, colocando Jaíra como uma possível mandante do crime.

 

De acordo com o delegado José Mauro Dias de Souza, de Alto Taquari, após receber cópia dos autos , foi instaurado o inquérito policial 105/2019 para apurar o caso. Foram realizadas as instruções iniciais mas ainda não obtivemos nenhum elemento técnico que confirme a tese. No momento estamos aguardando uma carta precatória enviada à Cuiabá, em que solicitamos a oitiva de Jaira sobre sua suposta participação no homicídio.

 

Avó lamenta e chora mortes

 

A menina doce, que chegou a fazer homenagem a mãe que morreu no dia em que ela nasceu, completaria 13 anos neste domingo, 22. Para a avó materna de Mirella, Claudina Chuê Marques, 56, é um dia de muitas lembranças e grande sofrimento. Na mesma data, há 13 anos, a filha Poliane Chue Oliveira, na época com 22 anos, morria em decorrência de uma forte hemorragia durante o parto de Mirella, a neta mais velha.

 

Em um vídeo feito para seu canal no You Tube, menos de um ano de sua morte, com voz embargada a menina fala para outras crianças da tristeza por não ter conhecido e abraçado a mãe. A vida é uma maratona e as pessoas sempre perdem os outros, diz a menina com a voz embargada. Mas finaliza dizendo que a mãe está no céu.

 

A maratona de dona Claudina começou com a morte da filha, quando entrou na Justiça buscando a indenização pela negligência médica que a levou precocemente. Após 10 anos o processo foi encerrado contra o hospital, com causa ganha à família no valor de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios. A herança que seria de Mirella, despertou a cobiça da madrasta, que inclusive havia se apropriado de valores do montante indevidamente, antes de sua morte, conforme apurou a investigação. Hoje, debilitada com as tragédias que atingiram a família, dona Claudina só pede forças para continuar lutando. Agora busca na Justiça que a causadora da morte cruel de sua neta seja condenada e fique presa. A filha Poliane completaria 35 anos na terça-feira (24). (SR)

 

Leia matéria completa na edição do Jornal A Gazeta

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