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Deu em A Gazeta 26.03.2020 | 15h27

Mais da metade da população tem confiança no jornalismo impresso

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Em meio à propagação mundial do coronavírus (Covid-19) e disseminação de notícias falsas em redes sociais, os meios tradicionais de comunicação retomam a liderança. 

 

Pesquisa divulgada pelo Datafolha aponta que mais da metade (56%) da população que se informa sobre a pandemia confia nos jornais impressos. Os programas jornalísticos de televisão lideram, com 61% de credibilidade. Na sequência estão o rádio (50%) e site de notícias (38%). Redes sociais e aplicativos de mensagens detêm apenas 12% de confiabilidade. 

 

Jornal A Gazeta

Pesquisa impresso

 

 

Dos 1,558 mil entrevistados, 58% disseram não acreditar nos conteúdos transmitidos via aplicativos de mensagens instantâneas e 50% não confiam nas redes sociais. A pesquisa foi realizada pelo Datafolha na última semana, entre quarta (18) e sexta-feira (20). Foi realizada por telefone, em respeito à recomendação de afastamento social. A margem de erro, segundo o Datafolha, é de 3 pontos percentuais (p.p.).

 

Aos entrevistados foi perguntado se confiam ou não nas informações divulgadas sobre o coronavírus, divulgadas nos jornais impressos, programas de TV e rádio, sites de notícias, aplicativos de mensagens e redes sociais.

 

“Essa pesquisa leva em conta o momento que estamos vivendo, todo mundo confinado e com uma ansiedade muito grande”, pondera o presidente do Sindicato das Agências de Propaganda de Mato Grosso (Sinapro), Luiz Gonzaga Rodrigues Júnior. “Os brasileiros confiam muito nos veículos tradicionais de comunicação, como jornal e televisão”, complementa. 

 

Considera que o surgimento da internet proporcionou uma dinâmica maior na divulgação de notícias e possui vantagens, porém o surgimento das fake news compromete a credibilidade de alguns meios digitais.

 

Professora aposentada de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Sônia Zaramella vê o resultado da pesquisa como um reconhecimento ao jornalismo profissional. “Tem um tempo já que nós jornalistas assistimos à disseminação das fake news”, comenta. Para ela, pioneira nas coberturas jornalísticas em Mato Grosso, as novas tecnologias dão suporte para a propagação de notícias falsas, de forma imprudente, sem filtro e sem reflexão, que acabam popularizadas pela própria sociedade. 

Zaramella afirma que ainda há muita desinformação sobre o coronavírus circulando nas comunicações individuais. “Isso é sério, pode colocar muitas vidas em risco”, alerta. Na pressa para divulgar informações, o jornalismo profissional, produzido por veículos de comunicação tradicionais, se sobressai, ganha vigor e retoma a liderança.

 

“Interessante que a pesquisa vem respaldar o trabalho dos veículos de comunicação do país e do mundo. Os meios tradicionais são mais confiáveis porque têm uma relação mais forte com a população, construída há muitos anos”, observa o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves de Souza.

Presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira complementa que os meios de comunicação clássicos demandam mais investimentos e aprofundamento dos fatos. “Tem uma checagem mais relevante, produção meticulosa, porque estão mais focados na qualidade do que na velocidade da informação”, analisa.

 

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