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Deu em A Gazeta 30.10.2019 | 07h57

Mais de 88 mil disputam Enem em Mato Grosso; UFMT oferece 8 mil vagas

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

Valter Campanato/ABr

Valter Campanato/ABr

Provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão aplicadas nos próximos dois domingos, dias 3 e 10 de novembro. Em Mato Grosso, 88.112 pessoas confirmaram participação na avaliação e são mais de 8 mil vagas ofertadas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). A prova é, atualmente, a principal forma de ingresso nas universidades públicas em todo Brasil e o único acesso aos programas federais como Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade Para Todos (ProUni).

 

No Estado, o número de participantes vem diminuindo a cada edição. Esse ano, são 9% a mesmo da que na edição passada, quando 96.793 pessoas se inscreveram. Se considerados os dados de 2017 e 2016, a redução é ainda maior. Em 2017 foram 126.211 candidatos, redução de 30% em relação a esse ano. Comparando a 2016, quando o Estado registrou 163.181 inscritos, a queda chega a 46%.

 

Mato Grosso é o 8º estado com menor número de inscritos. No Brasil, para o Enem 2019 foram contabilizadas mais de 5,5 milhões de inscrições. É o menor índice registrado desde 2011, quando o exame teve 5.380.857 inscritos. Em 2017, foram 6,7 milhões de candidatos em todo o país.

 

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Faltando apenas 3 dias para a primeira etapa do exame, os candidatos estão ansiosos para saber se haverá mudanças em relação aos conteúdos usados nas provas anteriores. Especialistas em cursos preparatórios não acreditam em grandes modificações nos padrões do exame.

 

Outro aspecto que tem causado discussões e ansiedade é quanto à aplicação da prova e aos materiais que podem ser levados no dia do exame que sofreram alguns ajustes.

 

Professor de cursinho e mestre em História pela UFMT, Estefanio Gama afirma que o conteúdo abordado deve ser o mesmo das edições anteriores, já que o exame segue o que é chamado de “matriz de referência”. Porém, com a mudança de governo, ele afirma que houve uma especulação em relação ao conteúdo, já que o próprio presidente, Jair Bolsonaro, havia anunciado que retiraria das provas algumas questões que ele considerava inadequadas. Mas o professor afirma que isso ficou para trás já que esse ano o ministro da educação, Abraham Weintraub, afirmou que deu orientação para a retirada de qualquer questão com “viés ideológico”. “Por isso esperamos uma avaliação conteudísta, assim como foram as outras, e a ausência de questões que possam gerar qualquer tipo de polêmica. Ao que tudo indica esse é o caminho percorrido”.

Quanto à redução que vem ocorrendo no número de participantes, Gama atribui à mudança que ocorreu em 2017, quando o exame deixou de servir como certificado para a conclusão do Ensino Médio.

 

Professor Paulo Roberto Andrade também concorda que a prova não deve apresentar mudanças relevantes em relação às anteriores. Segundo ele, a expectativa é de que não sejam tratados temas ideológico e político nas questões. Para o professor, o candidato deve se preocupar com o sistema de correção da prova que é Teoria de Resposta ao Item (TRI), se concentrando, assim, em responder as perguntas fáceis.

 

Andrade lembra que o sistema se baseia apenas no número de questões certas, portanto se o aluno acerta todas as fáceis e erra a maioria das difíceis ele terá uma nota maior do que aquele que acertar muitas difíceis e errar muitas fáceis. “Esse sistema avalia o desempenho como um todo na prova, que deve ser coerente, por isso não adianta se concentrar nas difíceis e não ter tempo para as mais fáceis”.

 

O professor destaca que ter conhecimento é muito importante, mas a melhor estratégia para lidar com o TRI é tentar resolver sempre as questões mais fáceis, que garantirão pontos ao candidato.

 

Outra situação que exige atenção e tem causado dúvida entre os candidatos esse ano são as mudanças em relação ao que é levado para prova, lembra o professor de matemática, Lizias Ribeiro. “Nesse ano houve mudança sobre a forma de levar a alimentação e a água, por exemplo, e alguns alunos estão bem ansiosos”.

 

As alterações dizem respeito, principalmente, à aplicação da prova. As folhas para rascunho, por exemplo, foram retiradas. Para que os alunos não fiquem sem espaço para fazer anotações, haverá espaços no fim dos cadernos para fazer cálculos e rascunho da redação. Nesta edição, os lanches serão revistados para evitar cola e a água deve estar em uma garrafa transparente e sem rótulos.

 

Essas novas regras, se não observadas, podem acabar causando algum estresse na hora em que o candidato chegar até o local da prova e prejudicar o desempenho. “Eles devem estar atentos para essas mudanças e, no demais, se concentrarem em fazer uma boa prova”.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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