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veja ranking do nome 25.12.2019 | 09h15

Mato Grosso é o 19º estado com mais registros do nome Jesus

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João Vieira

João Vieira

Jesus ou Yeshua: todas as formas de se escrever o nome de origem hebraica levam ao significado de “salvação”. Como a figura central do cristianismo, Jesus é um dos nomes mais comuns ao redor do mundo, e que carrega uma enorme simbologia, não podendo ser chamado nunca em vão por aqueles que têm a sua devoção.

 

Embora Jesus – assim como José e Tiago, que aparecem na bíblia – fosse um nome comum naquela época em Jerusalém, no Brasil poucas crianças foram batizadas em homenagem ao Cristo. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nome se encontra da 701º posição de popularidade.

 

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O Censo Demográfico de 2010 aponta que a década de 50 foi a época em que mais “Jesus brasileiros” nasceram, com 7.976 batizados. Nas décadas seguintes, a popularidade foi caindo. Em comparação aos anos 1990, 1.814 crianças foram chamadas de Jesus, representando uma queda de 77,25%.

 

Em Mato Grosso, 156 pessoas foram batizadas de Jesus também nos anos 50, sendo o maior saldo registrado. Uma dessas crianças, inclusive, é Jesus Lange Adrien Neto, que atualmente é secretário de Planejamento de Cuiabá.

 

Por conta da espiritualidade que o nome carrega, o secretário sempre preferiu aderir ao apelido Zito, que surgiu de uma forma curiosa: ele é a terceira geração de Jesus na família. Seu avô, de descendência francesa, era Jesus Lange Adrien. O primeiro filho foi batizado com o seu nome, assim como o primeiro neto.

 

“Meu avô era Jesus e a família chamava meu tio de ‘Jesuzinho’, que era o filho mais velho. Ai eu vim como Jesus, o primeiro neto também Jesus. Como tinha Jesus e ‘Jesuzinho’, pra mim sobrou o que? ‘Jesuzito’”, explica. “Como eu não sabia falar ‘Jesuzito’, quando era garotinho e me perguntavam ‘como você se chama?’, eu falava só o final, ‘Zito’”.

 

O apelido pegou e se tornou praticamente seu primeiro nome – muita gente não sabe seu primeiro nome. O secretário também relata que, durante a adolescência, evitava usar Jesus, justamente pelo caráter religioso. “É uma coisa que eu sempre tive comigo mesmo: ‘pô, meu nome é Jesus, então não posso ser um bandido’”, brinca.

 

No entanto, com o passar do tempo, Zito passou a aceitar o nome. Ele conta ainda que se não fosse batizado como Jesus, se chamaria Carmo por ter nascido no dia 16 de julho, em que católicos celebram a Nossa Senhora do Carmo.

 

“Há uns 10 anos pra cá, eu vi que estava completamente errado. Hoje eu chego nos lugares e as pessoa dizem ‘você se chama Jesus? Que maravilha!”. Parece que naquela época, de alguma forma as pessoas tinham uma resistência a isso, e acho que mudou muito de uns anos pra cá. Então sinto hoje que o nome Jesus de uma maneira geral é muito mais valorizado”, explica.

 

Ainda conforme o censo do IBGE, o percentual do nome no território brasileiro é de 0,02%. Antes de 1930 existia apenas 723 Jesus, chegando a 5.011 pessoas em 1940. Apesar da queda livre até 1990, em 2000 houve crescimento de 8%, em que cerca de 1960 bebês foram chamados pelo nome de Cristo.

 

Minas Gerais é o estado com mais Jesus: a taxa, considerando 100.000 pessoas é de 43,10%. Em seguida vem Goiás, com taxa de 35,34% e Acre, com 34,35%. Mato Grosso fica na 19º posição e taxa de 19,97%. Sergipe é o estado mais difícil para se encontrar um “xará”: a taxa é de apenas 1,50%.

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