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TORTURADO em treinamento 16.11.2020 | 07h13

Morte de Rodrigo Claro faz 4 anos e ainda não houve julgamento

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Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

No domingo (15), a morte do aluno do Corpo de Bombeiros, soldado Rodrigo Claro, completou 4 anos. Audiências com testemunhas de defesa, acusação e réus já foram realizadas, mas até agora nenhum culpado foi apontado pela Justiça. Na última semana, a mãe do rapaz, Jane Claro, publicou um vídeo e declaração ao filho: “grata por Deus ter me permitido ser sua mãe”.


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O conteúdo foi publicado no dia 10 de novembro. Data em que o rapaz passou mal em treinamento e foi internado. Para a mãe, o dia marca o início de seu calvário.


No dia 10, 4 anos atrás, o soldado participava de um treinamento de salvamento aquático, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.

 

Ele não se sentia bem no curso e pediu para sair, pois já tinha levado vários “caldos” da instrutora responsável, tenente Izadora Ledur. Mesmo diante da dificuldade do aluno, ela não permitiu que ele saísse sem concluir a prova.

 

João Vieira

Rodrigo claro, família

 Pais de Rodrigo exigem justiça

Os alunos já sabiam dos métodos severos da tenente. Participantes de curso anterior já tinham feito denúncias contra ela por conta das torturas e exageros contra os estudantes.


Naquele dia, mesmo sem autorização da tenente, Claro saiu do curso se sentindo mal. Sozinho, ele seguiu de moto até unidade do Corpo de Bombeiros, no bairro Verdão. De lá, foi para a policlínica, situada em frente ao quartel.


Ele começou a convulsionar e foi internado em hospital particular. Foi diagnosticada a hemorragia cerebral. Ele passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu no dia 15.


“Onde está meu filho, sei que olha por nós da sua família e também por esses grandes amigos que aqui você deixou. Grata a Deus por ter me permitido ser sua mãe e ter tido você em meus braços por 21 anos”, escreveu a mãe.


Logo após a morte, o Corpo de Bombeiros instaurou Inquérito Policial Militar (IPM), que conclui a conduta irregular da tenente. O material foi encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE), que pediu a condenação de Ledur por tortura e exclusão da corporação. O julgamento está marcado para o dia 21 de janeiro de 2021.


Desde que Rodrigo Claro morreu, a tenente apresentou diversos atestados médicos alegando problemas psicológicos e faltou a muitas audiências. Ela só foi ouvida perante o juízo em março desse ano e negou qualquer conduta desproporcional.


A tenente entrou na fila das promoções para capitã no Corpo de Bombeiros, mas não conseguiu a nova patente.


“Será sempre lembrado com muito amor, carinho e respeito por todos aqueles que tiveram a oportunidade de te conhecer. Para sempre te Amarei meu menino”, declarou  Jane Claro.

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