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Deu em A Gazeta 11.09.2019 | 07h50

Mortes em ações com policiais crescem 79% em Mato Grosso

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Mortes decorrentes de intervenções policiais aumentaram 79% em Mato Grosso. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, divulgados nesta terça-feira (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento revela que em 2017 foram 43 mortes decorrentes de intervenções, ocasionadas por policiais civis ou militares, fora ou em serviço. No ano seguinte, em 2018, o número saltou para 77. Mato Grosso ocupa o terceiro lugar em relação ao aumento de mortes desta natureza. Fica atrás apenas de Roraima, onde as mortes decorrentes de intervenções policiais tiveram crescimento de 183,3% e Tocantins 99,4%.

 

Os maiores registros de mortes no Estado são decorrentes de intervenções de policiais militares, tanto em serviço, quanto fora. Em 2017 foram 41 mortes provocadas por militares, 95% do total. Em 2018 foram 69, o que corresponde a 89%. As mortes ocasionadas por policiais civis somaram duas em 2017 e 9 em 2018. O levantamento traz ainda o número de policiais militares e civis mortos. Em 2017 foram 7 vítimas e, em 2018, duas.

 

Especialista em segurança pública, o sociólogo Naldson Ramos destaca que a intervenção policial se faz necessária em determinados casos. No entanto, a realidade, em todo o Brasil, é de que policiais adotam o uso letal da força em momentos não necessários. “Há a cultura policial que não se pode enfrentar, de maneira alguma, a autoridade da polícia. A tendência é de responder de maneira desproporcional com uso letal”.

 

A explicação, conforme Naldson, é de que estas mortes estão associadas ao perfil da vítima morta na intervenção. Essa vítima, na maioria das vezes, é um conhecido da polícia e possui várias passagens. “A pessoa já foi presa muitas vezes. Na cabeça do policial a melhor saída é executar já que a pessoa não tem mais recuperação”, diz o sociólogo.

 

Dados positivos
Por outro lado, o Estado apresentou números positivos na pesquisa. As mortes violentas intencionais reduziram 9,4%, saindo de 1.053 registros em 2017 para 978 em 2018. Neste contexto, os homicídios caíram de 985 para 916, os latrocínios de 50 para 36. Só as lesões corporais seguidas de morte é que apresentaram aumento, de 18 passaram para 26.

 

“A redução segue uma tendência nacional e vem acontecendo nos últimos dois anos. Temos que comemorar. Cada vida poupada, é um ganho para a sociedade”, avalia Naldson Ramos.

 

Para o sociólogo, as reduções podem ser explicadas por fatores como aumento de efetivo e combate ao crime organizado, com identificação e prisão de integrantes de facções. “O trabalho de inteligência da polícia também é muito importante e contribuiu para este resultado”, complementa.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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Comentários

valdiley - 11/09/2019

A fala não condiz com a realidade, a intervenção policial aumentou consideravelmente em razão de outras instituições não funcionarem, considerando que as policias deveriam ser a última opção da sociedade, no entanto se tornou a primeira, obrigando o policial ser padre, bispo, pastor, psiquiatra, psicólogo dentre outras especialidades, e isso não faz parte dos cursos de formações de nenhuma polícia, logo essa matéria é tendenciosa e exime o gestor de suas responsabilidades, sendo que ele gere os recursos público e cabe a ele fazer que todas as instituições funcionarem, dando suporte necessário a sociedade, e não a imprensa vir responsabilizar apenas as instituições policiais de forma criminosa.

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