04.02.2011 | 03h00
Por acreditar que a soltura pode comprometer a investigação, o Ministério Público Estadual (MPE) foi contrário ao pedido de liberdade provisória do frei Erivan Messias da Silva. Cabe à juíza da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, Marilza Vitório, a decisão final. Frei Erivan foi preso em flagrante após manter relações sexuais em um motel de Várzea Grande com uma adolescente de 16 anos.
O MPE se pronunciou ontem à tarde, por meio da assessoria de comunicação do órgão. A promotora Josane de Carvalho, que encaminhou o processo na tarde de ontem para a Vara Criminal, destacou que a prisão é necessária para que os fatos sejam descobertos.
Ela afirma também que a detenção serve para "resguardar a integridade psicológica" da adolescente. A juíza não havia se manifestado até o fechamento desta edição. O frei está preso no anexo da Penitenciária Central do Estado.
"O que se deve perquirir (indagar) é a validade do consentimento de uma adolescente, de 16 anos de idade, em manter relações sexuais com o seu orientador religioso, de 50 anos de idade, em circunstâncias análogas de uma relação entre pai e filha, envolta por uma situação de vulnerabilidade".
A delegada Juliana Palhares, após a prisão, destacou a vulnerabilidade da jovem como um dos motivos para a prisão do frei.
"A reprovabilidade da conduta, aliada às circunstâncias emocionais e familiares da vítima, me trazem a convicção de que a menor, em que pese ter 16 anos de idade, não estava em seu equilíbrio emocional ao decidir se envolver com o frei, sendo uma causa que torna vulnerável, não podendo resistir à conduta", destacou a delegada em nota.
Substituição - A pedido da família do frei, o processo foi colocado em sigilo ontem, já que ela se sentiu prejudicada com a exposição do ex-pároco das igrejas Nossa Senhora de Guadalupe e Mãe dos Homens. Erivan também era "diretor espiritual" do jornal "Informativo Paroquial".
O frei Aluísio Alves Júnior, representante dos franciscanos com sede em Campo Grande (MS), ainda estava em Cuiabá. Ele foi procurado durante a tarde, porém não foi localizado em nenhum prédio franciscano em Cuiabá.
Frei Aluísio, junto com Dom Milton Santos, havia nomeado frei André Luiz Nascimento dos Santos como administrador das paróquias franciscanas na Capital. Frei André, antes da nomeação, era vigário paroquial e no dia 29 de novembro do ano passado foi ordenado sacerdote em uma missa.
"Frei André Luiz passa a ter todas as faculdades e poderes inerentes ao ofício, a fim de que possa, de acordo com os Sagrados Cânones e a disciplina eclesiástica em vigor nesta arquidiocese, ensinar, reger e santificar o Povo Santo de Deus", divulgou a Arquidiocese de Cuiabá. A Congregação Franciscana ainda não se pronunciou para informar qual deverá ser a punição de frei Erivan.
Outro lado - A reportagem procurou o advogado de frei Erivan, Anderson Figueiredo, no início da noite, mas ele afimou "não poder responder". Ele também não se manifestou sobre o MPE ser contra o pedido de liberdade.
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