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Deu em A Gazeta 13.05.2020 | 07h24

MT é o 2º em área desmatada na Amazônia Legal

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Natália Araújo

natalia@gazetadigital.com.br

Bruno Batista/VPR

Bruno Batista/VPR

Operações de combate ao desmatamento e outros crimes ambientais são desencadeadas em Mato Grosso. Frentes nacional e estadual reforçam ações depois que Estado contabilizou em 2019 a maior taxa de desmate da última década. Foram 1.813 Km² destruídos no ano passado. O menor índice, conforme o Prodes (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe), foi em 2010, quando a destruição consumiu 774,30 Km². Hoje, é o segundo estado da Amazônia Legal com mais área desmatada: 16.693 Km² (19,79%), o equivalente a mais de 16 mil campos de futebol abertos ilegalmente dentro do bioma. O primeiro desmatador é o Pará, com o dobro de espaço danificado.

 

Para combater essas práticas ilegais, o governo federal iniciou a segunda operação ‘Verde Brasil’. A frente de trabalho começou no dia 11 de maio e se estenderá até 10 de junho. As ações são realizadas na região fronteiriça, em terras indígenas, unidades federais de conversação ambiental e outras áreas federativas. Estão empregadas 3.800 pessoas, entre membros da forças Nacional e Armada, polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) e fiscais ambientais. O grupo atuará principalmente para combater o desmatamento ilegal e as queimadas.

 

O Instituto Centro de Vida (ICV) avalia como positivo esse tipo de iniciativa. O diretor executivo Renato Farias frisa que o ideal seria atuar antes do desmate. Entretanto, o trabalho demonstra as ações concretas a fim de evitar o crime ambiental.

Vinicius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, destaca que frentes de trabalho como essa devem ser complementares às ações desenvolvidas pelos órgãos ambientais estaduais. Servirem como uma base para as ações futuras.

 

A experiência acumulada pela força-tarefa, os órgãos ambientais e a sociedade civil pode ser aproveitada em novas empreitadas, destaca Farias. Porque o caminho para minimizar os danos causados pelo desmatamento ainda é longo.

Os números deste ano já chamam a atenção, aponta Silgueiro. O monitoramento Deter Amazônia, também do Inpe, identificou um aumento de 24% de desmatamento nos quatro primeiros meses deste ano, com relação a 2019. De janeiro a 23 de abril foram 350 Km² abertos. No período anterior, 282 Km².

 

Nesse contexto, 66% do desmatamento alertado pelo monitoramento estão em imóveis rurais cadastrados. Os municípios com mais registros são União do Sul (43,2 Km²), Marcelândia (42,3 Km²) e Colniza (31,6 Km²).

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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