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tiro da elite 21.08.2019 | 14h06

Nas redes sociais, cuiabanos opinam sobre a morte de sequestrador do ônibus no RJ

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A morte do sequestrador do ônibus na ponte Rio-Niterói, ocorrida na manhã de terça-feira (20), no Rio de Janeiro, causou polêmica em todo o país. Em Cuiabá, a repercussão não foi diferente. Muitos apoiaram a ação do atirador de elite da Polícia Militar que encerrou o sequestro ao atirar 7 vezes contra o autor da ação, Willian Augusto da Silva (20).

 

Nas redes sociais, especialistas e pessoas comuns relembraram a tragédia do ônibus 174, em 2000, também no Rio de Janeiro, quando os policiais perderam a chance de abater o sequestrador quando tiveram a primeira oportunidade.

 

Na época, a ação policial foi criticada por especialistas em segurança pública, já que o sequestrador Sandro Barbosa do Nascimento (21), poderia ter sido morto por um sniper quando colocou a cabeça para fora do veículo, mas não houve autorização para isso. O desfecho teve uma refém assassinada e o sequestrador morto após ter sido rendido.

 

Vítíma de violência

Reprodução

Odilza Sampaio

 

Odilza Sampaio, uma das fundadoras da Associação dos Familiares Vítimas de Violência de Mato Grosso, presidente de honra da instituição, lamentou que o sequestro tenha terminado com a morte do jovem e em comemoração por parte da polícia e do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) - que chegou ao local minutos depois, correu e levantou os braços com os punhos cerrados, celebrando.

 

Ela é mãe dos jovens Marcos Henrique Sampaio (19), sequestrado e desaparecido no crime que ficou conhecido como "Caso Tijucal", que teve início no dia 30 de abril de 1996, e de Wellington Sampaio (16), que desapareceu um ano depois do sumiço do irmão. Ele se escondia no Rio de Janeiro após denunciar dois policiais que tinham uma lista de 17 pessoas marcadas para morrer. “Acredito que a policia não está preparada para atuar em casos como esse. Para mim, deveria haver uma forma de neutralizá-lo, sem precisar matar. Além disso, comemorar a morte de alguém é muito cruel. Precisamos debater a respeito de casos assim, dos motivos, das atitudes dos dois lados”.

 

Para Odilza, é preciso olhar o lado da família do jovem. “Entender o porquê de ele se envolver nessa situação. Será que estava desempregado? Ele tinha família, filho? Será que estava passando por algum problema, precisando de ajuda? Sofreu um surto? Isso não saberemos, podemos apenas especular”, frisa a presidente, ressaltando ainda que, a partir de agora, quem precisará de ajuda é a mãe do rapaz, que também ficará sem repostas. “Será que o Estado e o governador, comemorando como fez, irão dar algum suporte para ela? Aqui, em Mato Grosso, nós, até hoje, não tivemos nenhum apoio do Estado. Não devolveram nossos filhos. A polícia fez o que fez. E nós, como ficamos? Isso dói muito”.

 

Nas redes

O jornalista Gláucio Nogueira também comentou o caso, alertando para o fato de histórico de depressão e outros transtornos mentais, aventados pela imprensa, e sugere um exercício. 

 

Reprodução

Glaucio Nogueira

 

“Já imaginou o grau de desespero que leva um jovem de 20 anos, sem passagem pela polícia, a sequestrar um ônibus lotado? O que ele pretendia com isso? Chamar a atenção? Viver uma aventura? Matar as pessoas que estavam no ônibus? Faça este exercício, pense no momento em que viveu seu maior drama e o que você seria ou foi capaz de fazer”, sugere.

 

Ele aponta que são muitas as perguntas que ficarão sem resposta. “A única lição é: cuide da sua saúde, inclusive e principalmente da mental”, orienta.

 

Em seu perfil no Facebook, a economista Adriana Vandoni também opinou. “Perfeita a atuação dos policiais do RJ no desfecho do sequestro de um ônibus. O cara sequestrou um ônibus, se dirigiu pra ponte Rio-Niterói, fez pelo menos 42 reféns por mais de 3 horas. Foi feita negociações, mas na primeira oportunidade um sniper acertou o bandido”.

 

A procuradora do Estado  Glaucia Amaral ponderou que o policial que atirou tem treinamento, fez avaliação de risco, e tomou uma decisão. “Não parece que houve excesso. Ele está submetido à avaliação dos órgãos competentes, assim como nós estamos, em todos os atos de nossa vida profissional. A mim, de longe, parece-me caso de legítima defesa de terceiros e estrito cumprimento do dever legal”, apontou.

 

Reprodução/internet

glaucia amaral procuradora do Estado

 

Ela destacou ainda que “o que aconteceu ali foi um sequestro com morte. Qualquer um que se preocupe com segurança pública, conheça de símbolos e responsabilidade do cargo, não saltita. Assume uma postura séria e grave. É preciso mostrar aos jovens e à população em geral que não é uma brincadeira de sequestrar, não é um gol matar. O crime é um dos problemas sociais mais graves”.

 

Por fim, a procuradora lembrou que é preciso estudar e verificar as razões que levam um jovem de 20 anos a cometer um ato como esse. “Não para sentir pena (mas é permitido, caso seja isso o que tenha no seu coração), mas para evitar que outros incorram. O verdadeiro poder é o conhecimento, e não as armas. O ideal não é matar o sequestrador ao invés das vítimas. O ideal é que não haja sequestro”.

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