deu em a gazeta 17.05.2023 | 08h56

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João Vieira
Em Mato Grosso, o número de pessoas que têm hipertensão arterial, doença mais conhecida como pressão alta, aumentou 340% entre 2020 e 2022. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que em 2020 eram pouco mais de 127 mil hipertensos, número que já ultrapassou os 560 mil.
Em um cenário onde o número de pessoas que desenvolve a doença aumenta assustadoramente, hoje (17), data em que é comemorado o Dia Mundial da Hipertensão, serve para a conscientizar a população sobre os riscos da doença, que é silenciosa e responsável por mais de 50% das doenças cardiovasculares com o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto, além de ser, em 35% dos casos, a causa de doença renal crônica.
No Brasil, cerca de 33% da população sofre com o problema que pode causar doenças no cérebro, olhos, coração, rins e artérias. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença pode ser herdada dos pais mas, em 90% dos casos, fatores como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, estresse, obesidade e má alimentação podem contribuir para o aparecimento precoce.
Paciente renal há mais de 18 anos, Evânio Lima, 46, entende muito bem a importância de datas como essa para informar e alertar a população sobre os riscos de um descuido. Ele, que vive na pele as consequências do descontrole da hipertensão, afirma que apesar de ter a genética como o principal fator para a doença, o descuido, desconhecimento e negligência levaram ele à hemodiálise.
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“A gente ouve falar muito que pressão dá AVC, infarto e, claro que é verdade e importante isso, mas o que muitas pessoas não sabem, e eu também não sabia, é que a hipertensão leva a outras consequências graves e, muitas vezes, irreversíveis, como paralisação dos rins, que foi o que aconteceu comigo”.
Na família dele a hipertensão é hereditária, de pai e mãe, e desde jovem ele tinha problemas, mas nunca havia presenciado na família nenhuma situação crítica em consequência da doença. “Como não tinha sintomas, eu me cuidava de qualquer jeito, tomava remédio sem assiduidade, tinha uma má alimentação, sal, falta de exercício, bebidas e o descontrole da pressão terminou com os problemas renais e hoje aguardo transplante”.
Doença atinge mais mulheres em todo país
Dados da última pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, apontam Cuiabá como a 4ª capital com maior número de hipertensos. Na capital, 27,8% da população tem pressão alta e as mulheres correspondem a maior parte. Luzia Massati da Silva, 61, mora no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, e está entre as mulheres que lutam contra a doença. Ela descobriu a doença aos 46 anos, após episódios de tonturas e dores de cabeça.
“Primeiro sintoma que tive foi muita dor de cabeça e parecia que eu estava pisando alto, nas nuvens”, conta. Ela lembra ainda que assim que procurou um médico foi identificada a doença, mas que mesmo sabendo da pressão alta decidiu não utilizar medicamento.
“Ele passou, não usei e daí o problema continuou. Passei mal novamente e fui parar lá, ele disse que o remédio era indispensável”. Desde então , ela toma dois comprimidos ao dia e conseguiu controlar a pressão. “Agora, graças a Deus está tudo certo, está controlada e é muito difícil subir”.
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