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solidária 21.02.2020 | 17h39

'Não conheço nenhum caso de renúncia', mas respeito, diz ex-reitora

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Eduarda Fernandes

eduarda@gazetadigital.com.br

 

Ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) por dois mandatos, a professora Maria Lúcia Cavalli Neder se solidariza com a decisão anunciada por Myrian Serra, na tarde desta sexta (21), de renunciar à reitoria da universidade. 

 

Myrian, que vinha sofrendo duras críticas da comunidade acadêmica e até mesmo pressão política para deixar ao cargo, alegou motivos pessoais em sua saída.

 

"Penso que a comunidade acadêmica vai ficar muito abalada, não é natural, não conheço nenhum caso de renúncia. Mas eu respeito muito, porque uma pessoa quando toma uma decisão dessa é porque realmente está no limite da capacidade dela de saúde, mental, psicológica, física. E a professora Myrian todo mundo acompanhou sofreu dificuldades muito grande de comandar a instituição, sofreu críticas do ministro. Uma pessoa na situação dela fica muito fragilizada e a professora Myrian tem um problema de saúde muito sério que todo mundo acompanhou. Eu lamento muito e sinto muito por ela, uma pessoa que sempre dedicou a vida pela universidade", avalia em entrevista .

 

Leia também - Veja documento - Myrian Serra renuncia ao cargo de reitora da UFMT

 

Esse é o primeiro caso de renúncia na história da UFMT. Conforme a assessoria de imprensa da instituição, o Ministério da Educação (MEC) precisa validar o pedido de renúncia. A partir disso, o vice-reitor Evandro Soares da Silva deve assumir o comando da universidade. Myrian e Evandro formaram a chapa mais votada no segundo turno das eleições em 2016. Os dois conseguiram 49,37% do total de votos.

 

Embate com ministro

Em julho do ano passado, a UFMT sofreu um corte de energia por conta de uma dívida de R$ 1,8 milhão. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, culpou a administração de Myrian Serra. "Uma gestão ruim pode ter bilhões e terminar mal, como foi aqui. Como o programa de transporte (VLT), que foi um desastre, e a construção da Arena Pantanal, que foi um desperdício de dinheiro público. Para um gestor ruim, você pode dar o dinheiro que for que vai terminar em desastre”, atacou o ministro na ocasião.

 

A universidade rebateu alegando que a liberação de recursos na ordem de R$ 4,5 milhões financeiros só ocorreu após o corte. Depois disso, o deputado federal por Mato Grosso José Medeiros (Pode) encaminhou um ofício ao ministro da Educação pedindo uma auditoria na instituição.

 

Pressão x apoio

Em dezembro de 2016, Myrian sofreu um ACV e ficou 40 dias internada. Depois disso, a instituição enfrentou vários problemas financeiros. Para Maria Lúcia, toda essa pressão pode ter fragilizado a saúde da reitora. "Não conversei com ela, mas eu só posso aceitar uma situação dessa na medida em que esteja atingindo diretamente a saúde dela. Com certeza ela está com problemas de saúde em razão dessa pressão que ela vem sofrendo".

 

Maria Lúcia sai em defesa de Myrian ao citar que no tempo em que comandou a UFMT, o país vivia outro momento político. "Tive a sorte de ter presidente Lula, presidenta Dilma que investiram e acreditaram nas universidades federais, diferente desse momento agora que os governantes não fazem outra coisa a não ser descredenciar a moral das universidades federais, o que é lamentável porque nós somos o futuro de qualquer país.

 

 

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Comentários

joana - 21/02/2020

Oi???? sorte de ter o presidente lula???? vixi... ja vi tudo ....

1 comentários

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