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Deu em A Gazeta 16.09.2019 | 07h23

Passados 3 anos de operação, só 5 são condenados

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Depois de mais de 3 anos da 1ª fase da Operação Mercenários, apenas 5 dos mais de 20 acusados de compor grupo de extermínio foram condenados. O policial Helbert de França Silva e José Edmilson Pires dos Santos, considerados os “cabeças” do grupo, já somam penas de 105 anos cada um. As condenações dos 5 Mercenários julgados somam 236 anos. A operação foi desencadeada em abril de 2016 e, na época, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) afirmou que em 3 anos o grupo teria cometido 230 homicídios.

 

Da 1ª fase à 3ª, deflagrada em agosto deste ano, apenas 3 júris ocorreram. O 1º foi em outubro de 2017, onde Francisnilson Deivison do Carmo Tavares e José Francisco Carvalho Pereira, ambos vigilantes e Deivison Soares do Amarante, segurança, foram condenados. José Francisco, o “Ceará”, recebeu pena 10 anos e 8 meses de prisão a ser cumprida em regime fechado. Já Deivison e Francisnilson foram sentenciados, cada um, a 8 anos de prisão. Eles foram condenados pela morte de C.E.M. A, em 26 de fevereiro de 2016 na Cohab 8 de Março, em Várzea Grande. O crime, conforme a denúncia, seria uma vingança em virtude de José Francisco acreditar que a vítima teria tentado contra a vida do seu filho mais novo.

 

No dia 11 de junho deste ano, júri popular condenou Helbert e José Edmilson a 30 anos de prisão pelos crimes de tentativa de homicídio e homicídio qualificado. O julgamento foi da morte de Luciano Militão da Silva e tentativa de homicídio de Célia Regina da Silva, em Várzea Grande. Luciano e Célia estavam retornando de uma festa em março de 2016. Quando abriam o portão da residência onde moravam foram atacados pelos acusados. De acordo com o Ministério Público Estadual, os crimes foram premeditados e para a execução foi utilizada uma pistola 380 e silenciador acoplado.

 

Em julho Helbert e José Edmilson voltaram a ser condenados a mais 75 anos de reclusão, cada um. Foram julgados pelas mortes de Márcio Melo de Souza, Vinícius Silva Miranda e Wellington Ormond Pereira e a tentativa de assassinato de Alan Chagas da Silva. Também foi julgado o militar Jonathan Teodoro de Carvalho, que foi absolvido.

 

Denúncia aponta que Márcio, Wellington e Vinicius foram mortos em abril de 2016 na Cohab Cristo Rei, em Várzea Grande. Alan também foi atingido, mas sobreviveu e fugiu. O crime ficou conhecido como Chacina do Cristo Rei. O Ministério Público do Estado (MPE) afirma que os acusados foram juntos até o local do crime. Quando chegaram, já desceram atirando contra os rapazes. Nos dois júris Helbert foi sentenciado à perda do cargo de policial militar.

 

Próximos júris
Três júris envolvendo membros do grupo Mercenários estão agendados. O 1º será no dia 17 de outubro. Nesta data serão julgados os policias militares Edervaldo Freire e Helbert de França. Eles respondem pela morte do empresário Eduardo Rodrigo Beckert, 35, assassinado em plena luz do dia, enquanto chegava à casa dele, em Várzea Grande. O crime ocorreu em abril de 2016. A vítima estava numa caminhonete quando foi surpreendida pelos ocupantes do carro que desceram encapuzados e efetuaram vários disparos de pistolas.

 

No dia 25 de novembro enfrentarão júri José Francisco Carvalho Pereira, Claudiomar Garcia de Carvalho e José Edmilson. E ainda os militares Hebert e Ueliton Lopes Rodrigues. Eles respondem pela morte de Rodrigo Fernandes de Arruda, conhecido como “Digão”, morto em março de 2016 no bairro da Manga, em Várzea Grande. Digão foi surpreendido em frente à casa dele por dois homens em um carro de passeio que chegaram efetuando os disparos e logo em seguida fugiram do local.
No dia 4 de dezembro vão a júri Claudiomar, José Francisco, José Edmilson e Jeferson Fátimo da Silva. Eles vão ser julgados pela morte de Cleiton Albuquerque de Magalhães. O homem foi morto em março de 2016 no bairro Construmat. Ele caminhava quando os suspeitos chegaram num carro e dispararam várias vezes.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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