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momentos tensos 23.12.2019 | 10h30

Piloto fica 'preso' no ar por quase 3 horas em tempestade no Norte de Mato Grosso

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Divulgação/Reprodução

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“Eu já tinha me entregado, fiz minha oração e fechei os olhos”, diz o engenheiro agrônomo Osvaldo Henrique Gunther, 27, que ficou quase 3 horas em um paramotor segundo ‘sugado’ pela forte tempestade que caia na região norte de Mato Grosso no fim da tarde de domingo (22).

 

Em entrevista ao , o jovem relatou o momento mais tenso de sua vida durante o voo de paramotor, esporte que prática há quase 7 anos e ainda compartilhou vídeos que fez no momento do voo. “Estava agoniado e queria voar, avaliei as condições climáticas e assumi os riscos. A ideia era dar um balão na cidade e voltar, o voo deveria durar 10 minutos”.

 

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Mas, quando ele se preparava para pousar na cidade de Porto Alegre do Norte (1.125 km ao Norte de Cuiabá), onde está com toda a família para as festas de final de ano, acabou sendo ‘sugado’ pelo vento forte que atingia a cidade pré-tempestade.

 

“O GPS marcava 1.800 metros de altura, eu não conseguia descer, fazer o pouso no aeroporto da cidade. Então, segui em direção à Canabrava do Norte, onde ia descer no aeroporto. A condição climática tinha melhorado, já tinha descido, estava voando baixo, mas do nada o vento voltou e subi até 3.500 metros, foi quando eu entrei na nuvem da tempestade, a cumulonumbus”, disse.

 

 

 

Mãos e pés congelados

Com formação e habilitação para voar, Henrique sabia que a nuvem era perigosa justamente por abrigar a tempestade. Ela produz chuva, granizo e raios. “Eu achei que iria morrer congelado, mas fui segurando o equipamento e fiquei dentro dela por cerca de 1 hora”, lembra.

 

Parte do equipamento é metálico, imaginou que logo seria alvo de uma descarga elétrica, o que não aconteceu. “O motor já estava desligado desde a primeira tentativa de pouso em Porto Alegre do Norte, ali eu já estava deixando me levar, meus pés e minhas mãos já estavam congelados”. 

 

Ele conta que começou a ter dores no abdômen, com uma das mãos se encolheu e fechou os olhos. “Deixei levar, fechei os olhos e fiquei rodando com o equipamento, dei uma acalmada e senti que estava em queda livre, mas percebi que estava demorando para cair, foi quando abri meus olhos e vi que não estava caindo e quando trovejava, vi as luzes das cidades”.

 

Foi então que decidiu retomar o pouso. “Para pousar não precisa estar com o motor ligado, então, me preparei e a cada raio que dava, conseguia ter a ideia de como estava o pasto, onde tinha árvores, e fui até conseguir chegar na área de pasto”.

 

Lá, ele usou a estrutura do paramotor para se abrigar da chuva e passou toda a noite. “Eu já tinha conhecimento de sobrevivência, então me abriguei ali, tomei água da chuva, desliguei o celular para poupar bateria para o dia seguinte e fiquei quieto, não conhecia a área, se tinha algum animal, então era o melhor para ser feito”.

 

Quando amanheceu, percebeu que havia uma fazenda na região, andou por quase 2 horas até conseguir ajuda. Depois do susto no ar por quase 3 horas, caminhar com os pés no chão era necessário para se sentir em segurança. 

 

Milagre

“Eu considero um milagre, não só eu. Meu instrutor também e outras pessoas que praticam o esporte, que não é perigoso, mas é preciso ter prudência. E eu, em um momento da falta dela, me coloquei em risco de morte”, contou o jovem na manhã de segunda-feira (23), já mais aliviado.

 

O paramotor de Henrique conta com um motor de avião em boas condições. Ressaltou ainda que o equipamento ficou intacto, assim como o próprio piloto, que só teve uma crise de choro e precisou ser medicado para pegar no sono. “Já estou melhor hoje, acordei tranquilo”. 

 

Depois de ter sido resgatado, foi recebido com festa por toda a família que está na cidade para as festas de fim de ano. Ele retorna para Primavera do Leste, onde mora, após as festividades, com uma nova vida e garantiu que não deixará de voar.

 

Veja ainda alguns registros feitos por populares que viram o paramotor sobrevoando as cidades.

 

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