Publicidade

Cuiabá, Terça-feira 20/10/2020

Cidades - A | + A

estado de emergência 26.09.2020 | 07h26

Poconé acumula prejuízos em dois meses de fogo no Pantanal

Facebook Print google plus

Luiz Leite

Luiz Leite

Poconé, município localizado a 104 quilômetros de Cuiabá, vive uma situação crítica. Tomado pela fumaça dos incêndios no Pantanal, teve uma de suas principais atividades econômicas paralisadas por causa do desastre ambiental: o turismo. Além disso, os postos de saúde e pronto atendimentos estão lotados por causa da fumaça e fuligem que trazem consequências para a saúde. Sem previsão de quando a situação irá melhorar, a população só pode rezar por dias melhores.

 

O operador de máquinas Luís Sato, 71, está na região justamente para atuar onde o fogo destruiu. Mesmo chegando para abrir aceiros e realizar atividades relativas aos incêndios, se assustou ao ver de perto os estragos causados pelo fogo.

 

Leia também - Incêndios no Pantanal de MT têm destaque na imprensa internacional

 

“Tem alguns que já acabou de queimar tudo. A fazenda onde nós estamos trabalhando queimou de ponta a ponta, 6 mil hectares. Está desse jeito”, conta o trabalhador.

 

Para ele, o mais triste nessa situação são os animais atingidos, que ficam sem casa e até sem ter o que comer. “Cachorro do mato, veado, vem tudo no terreiro da casa, procurar comida e água, onde tem uma caixa de água onde o pedreiro está trabalhando, deixa água lá os bichos vem beber, dá dó dos bichinhos, fica tudo mansinhos”.

 

Em busca de abrigo do fogo, tem animal perigoso ficando cada vez mais perto do ser humano. “Anteontem fui em uma fazenda vizinha, não está morando ninguém em uma casa e quando cheguei, quando ia entrar na casa, saiu uma onça”.

A situação no município de 33,3 mil habitantes é preocupante. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram 1.373 focos de calor de 1º a 20 de setembro, o que significa 68,65 focos de incêndio por dia. Nesse período, Poconé foi a terceira cidade do país com mais queimadas, atrás apenas de Barão de Melgaço - município vizinho na região pantaneira -, e São Félix do Xingu (PA).

 

A prefeitura decretou estado de emergência e já recebeu cerca de R$ 1 milhão do governo federal para auxiliar nos trabalhos de combate ao fogo. Mesmo assim, a situação ainda é “caótica”, conforme define o prefeito Tatá Amaral (DEM). Isso porque o sistema de saúde está sobrecarregado e o setor hoteleiro ainda calcula os prejuízos, pois com os incêndios as pousadas estão praticamente fechadas.

 

“Sou nascido e criado em Poconé, nunca vi uma situação dessas. Não só nós, mas também os mais velhos nunca presenciaram uma situação idêntica a essa Pantanal é totalmente em chamas, falta de água enorme, até para as criações, situação caótica”, lamenta o prefeito.

Luiz Leite

Visita ao Pantanal

prefeito Tatá Amaral

 

Ele conta que mesmo na zona urbana a fumaça e a fuligem chegam a níveis preocupantes. "A fumaça é prejudicial, temos tido um número bem maior de pessoas que procura pronto atendimento e postos de saúde. Nos últimos dias a fumaça na cidade é enorme, como jamais tínhamos visto. Essa situação repercute principalmente na área de saúde".

 

O esforço conjunto de bombeiros, voluntários e fazendeiros começa a dar resultados, porém, o prefeito acredita que as consequências ainda serão sentidas por um longo tempo.

 

“Maior prejuízo é da fauna e flora, que é um prejuízo que jamais será recompensado. Paralelo a isso tem prejuízo das pousadas, que estão todas paradas, quem vem para o Pantanal ver ele como está? É prejuízo também para o município, estamos todos abalados”, afirma tatá Amaral.

Galeria de fotos

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Como você avalia a ausência de um candidato convidado para debater com adversários?

Parcial

Edição digital

Terça-feira, 20/10/2020

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 20,75 -0,95%

Algodão R$ 90,04 -0,45%

Boi a Vista R$ 130,56 0,00%

Soja Disponível R$ 64,20 0,78%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2020 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.