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polêmica 25.04.2020 | 08h17

População cuiabana acha saída de Moro ruim e precipitada

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Luiz Leite

Luiz Leite

O anúncio da demissão do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça rendeu mais uma baixa para o governo Bolsonaro, que já soma nove ministros que deixam cargos. A reportagem do foi ao centro de Cuiabá nesta tarde de sexta-feira (24) para entender a reação da população cuiabana com a decisão. O sentimento geral era de grande surpresa entre os entrevistados.


Durante pronunciamento pela manhã, Moro apontou que a decisão foi motivada após o presidente Jair Bolsonaro pedir pela troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que foi indicado ao cargo pelo agora ex-ministro. A Polícia Federal é vinculada à pasta.

 

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Houve um empate entre os entrevistados, que opinam que Moro deixou o cargo antes da hora ou que a decisão foi ruim para a população e o governo. Sentado na figueira da Praça Alencastro, Manoel Santana, de 59 anos, analisou que o jurista ainda tinha muito pra fazer como ministro.


“Ele tem muita coisa para fazer. Eu penso assim. Não está nem resolvido com o presidente de novo, mas acho que ainda tem mais coisa para ele resolver”, apontou.


Já o motorista de ônibus escolar Ismael Cuevas Gonçalves, de 39 anos, comenta que foi uma decisão ruim, no entanto, Moro já estava dando sinais de que deixaria o ministério. “Acho que não foi bom pra população, de modo geral, foi uma grande perda. Ele estava fazendo um excelente trabalho, e isso foi uma grande perda. Não estava bem acompanhando, estava corrido pra mim, mas me pareceu que ele já vinha ensaiando isso, estava previsto isso acontecer”, lamenta.


Sentada próximo à banca de jornal da praça Alencastro, a auxiliar de serviços gerais Justina Almeida disse que foi pega de surpresa com a decisão. Aos 55 anos, ela afirmou que não votou na última eleição para presidente.


“Fiquei chocada, por que eu, por exemplo, quando fui votar, perguntei para uma menina da justiça em quem votar, porque não sabia. Acabou que não votei em ninguém. Agora acho que vai piorar (com a saída). Vai ter um impacto, porque a maioria das pessoas parece que gosta dele”, pontua.


A arquiteta Claudia Romeiro, de 51 anos, comentou sobre a imagem de Sérgio Moro enquanto durante seu trabalho na Operação Lava Jato, que acabou o levando ao conhecimento público e consequentemente, ao cargo que hoje deixou.


“Achei polemica, porque era uma pessoa que inspira confiança, positivismo, então eu acho que a saída dele vai prejudicar demais a gente. Acredito que ele não deveria ter saído e não poderia ter acontecido o que aconteceu, porque ele saiu por conta do diretor que foi mandado embora”, relata.


Enquanto aguardava o ônibus, a prestadora de serviços gerais de 29 anos, Verônica Alencar de Souza, achou a decisão precipitada. “É como se diz, se tudo que fizer e as dificuldades aparecerem e você for abandonar as coisas... Igual a mim, tenho meu serviço, preciso trabalhar, infelizmente tenho que trabalhar. Ai acontece tudo isso e eu falo ‘ah, não, vou pedir minhas contas’’, compara.


O operador de máquinas Leonardo Souza, de 35, analisa que o jurista estava fazendo um grande trabalho no ministério e discorda de sua saída. “Ele foi o melhor ministro da Justiça, o Sérgio Moro. Agora, a saída dele, eu acho totalmente uma discordância. Eu acredito que vai ficar meio tenso mesmo (o governo), vai ficar meio bagunçado, com a saída dele. Agora que a justiça está começando a ficar mais organizada, no caso dele, em seu mandato”.


Por sua vez, sentando em frente à praça da República, o taxista Carmo de Campos Botelho acredita que a saída foi acertada. De acordo com o homem de 61 anos, Moro não fez muita coisa durante seu cargo.


“Pra mim foi meio razoável, porque no momento, pra mim, ele não estava fazendo nada. No caso aí, o que eu quero dizer é que na verdade pra mim não é ‘nem sim, nem não’, mas foi ótima a saída dele. Não teve evolução nenhuma, não me afeta de alguma forma. Agora tomara que entre um melhor, porque esse ai foi péssimo”.


Apreensiva, a confeiteira Jacira Zoizo Parecis, 50, não sabe o que esperar dos próximos capítulos da política nacional. Ela ainda relembra da demissão do ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta.


“Estamos todos apreensivos com essa situação. Acho que não foi só pra mim, foi todo mundo pego de surpresa. Fiquei sabendo hoje e não sabemos em que pé, o que vai levar e o que vai acontecer agora. Porque são dois ministros (que saíram), em tão pouco tempo, né? É muita coisa pra população”, comenta.

 

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