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procedimentos errados 27.05.2020 | 11h36

Prefeito cobra auditoria após troca de corpos em hospital

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Divulgação

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O prefeito de Cáceres (225 km a Oeste), Fracis Maris (PSDB), determinou auditoria no Hospital São Luiz, que atende ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é administrado pela empresa Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, após acusação de troca de corpos na unidade. O gestor também requer que o Estado assuma o local, pois a empresa não está atendendo conforme estabelecido em contrato.


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Segundo o gestor, as reclamações quanto ao atendimento oferecido na unidade de saúde ocorrem há meses e se agravaram na essa semana, após denúncia de troca de corpos de pacientes. O idoso A.J.S. 66, foi internado com problemas cardíacos. Já a senhora A.R.A. estava hospitalizada com suspeita da covid-19.


Ambos morreram no dia 26 de maio, no entanto o idoso cardíaco foi sepultado como se tivesse sido vítima do coronavírus, com todas as especificações que o Ministério da Saúde (MS) exige.


Já a idosa com suspeita da doença permanecia na unidade à espera dos procedimentos fúnebres.


“Nós que estamos tendo que correr atrás para desfazer essa situação, é um absurdo, o que estão fazendo com nossa família. Nosso pai morreu de infarto e foi enterrado como se fosse de covid-19, e por outra família”,, disse o filho do idoso, Roberto Fernandes de Souza, ao site Expressão Notícias.


De acordo com o prefeito, além da troca de corpos, as queixas contra a unidade preenchem uma lista extensa.


“As reclamações são de falta de atendimento, demissão de mais de 100 funcionários, médicos que prestavam serviços deixaram de atender por falta de pagamento, falta de comida. A situação é grave”, informou o prefeito.


O gestor relata que um grupo filantrópico da cidade tem arrecadado alimentos e levado ao hospital para que sejam servidos aos pacientes, pois o hospital não tem.


“Já mandamos a Vigilância Sanitária fazer uma auditoria lá e vamos alertar o governo do Estado sobre isso. Provavelmente terá que assumir o hospital, assim como fez com a Santa Casa. Nessa época de pandemia o hospital não pode parar e a empresa está deixando a desejar”, declara Francis Maris.


O São Luiz presta atendimento a pacientes de 23 cidades da região e o dinheiro para manutenção e pagamento da empresa Pró Saúde é repassado pelo Estado e governo Federal.


Segundo o prefeito, a empresa havia alegado que os atendimentos estavam comprometidos por falta de repasse do Estado. No entanto, foi comprovado que os pagamentos estavam regulares.


Sobre a troca de corpos, um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado pela Polícia Civil da cidade.

 

Outro lado

 

A direção do Hospital São Luiz informa que abriu sindicância para apurar o ocorrido e adotará todas as medidas cabíveis.

A gestão mantém, de forma contínua, a revisão de protocolos de segurança e o caso mencionado não está de acordo com o rigor dos procedimentos do São Luiz.

 

Os familiares dos pacientes envolvidos foram informados, imediatamente, após identificada a situação, sendo oferecido todo o suporte necessário para a resolução dos trâmites.

 

Na manhã desta quarta-feira (27/5), a direção do Hospital São Luiz obteve autorização da Justiça para exumação do corpo. A unidade arcará com todos os custos envolvidos no procedimento.

 

Neste momento, o Hospital São Luiz lamenta o ocorrido e reitera seu compromisso com a população, amparado por seus princípios e a busca permanente pela qualidade, humanização e segurança nos serviços oferecidos.

 

Comunicação - Hospital São Luiz

 

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