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prejuízos para todos 28.03.2020 | 08h37

Quem compartilha fake news pode acabar na delegacia

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Centenas de conteúdos falsos estão sendo monitorados pela Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) e autores dos compartilhamentos destas informações são convocados a depor. Diante do cenário de pânico entre as pessoas, o delegado Eduardo Botelho orienta como proceder o receber informações sobre o coronavírus, Covid-19.


Leia também - Médica divulga fake sobre coronavírus e acaba na delegacia

A indicação principal é não abrir ou compartilhar links de conteúdos que chegam por meio do whats app. Além da chance de ser informação falsa, a mensagem pode instalar vírus no aparelho do internauta.


Caso precise consultar dados sobre o tema, que sejam em portais oficiais e confiáveis. Não passe adiante áudios que não sabe a procedência.


De acordo com o delegado, a maioria dos conteúdos falsos compartilhados relata que os casos de coronavírus informados pelos órgãos do governo não refletem a realizada. Os compartilhamentos afirmam que o número de infectados é muito maior e que o Estado está escondendo isso da população.


“O que acontece é que as pessoas recebem esses áudios e essas informações sem checar a veracidade delas e passam para frente. O que consta nesses áudios, quase que em sua totalidade, é "olha gente, os casos que o governo divulga são menores que o real. Então vamos tomar cuidado, vamos ficar em casa, que a coisa está feia". Só que os dados que devem ser considerados para qualquer análise são os governamentais. Para identificar se a pessoa está com o vírus ou não é preciso passar por uma prova e contraprova”, explica o delegado.


Quando a pessoa multiplica esse tipo de informação, ela está criando um tipo de instabilidade que é cabível de punição. Identificada, ela vai se explicar na delegacia e cabível de punção que pode ser multa ou pagamento de cestas básicas, isso depende da determinação do Judiciário.


“O Gecat está monitorando o conteúdo que circula nas redes sociais e notificando as pessoas a comparecerem na delegacia, onde ela pode se retratar ou não sobre o fato. Se ela não se retratar, pode se enquadrar o artigo 41, da lei de contravenções penais, que é o de criar alarde e pânico na sociedade”, esclarece. O crime é de menor potencial ofensivo e não gera prisão, mas o indivíduo terá que comparecer à delegacia e também poderá sofrer as penalidades citadas acima.


Essa semana uma médica foi intimada a depor por estar compartilhando conteúdo falso. Na delegacia, ela confirmou que passou a diante o áudio e não tinha conferido a procedência do mesmo. A profissional tem 65 anos , dos quais 40 deles dedicados à profissão.


“Nesse caso, a conduta é ainda mais reprovável, pois é uma pessoa instruída que atuou por muito tempo na área da saúde. Tem também aquelas pessoas que não tem essa instrução”, pontua.


Além do monitoramento feito pelo Gecat, o delegado incentiva as pessoas a denunciarem ao se depararem com informações inverídicas que possam criar instabilidade na sociedade.


Denúncias sobre materiais “fake news” (áudio ou vídeo) podem ser feitas pelo telefone (65) 99973-4429 ou enviar mensagem eletrônica no e-mail: gecat@pjc.mt.gov.br

 

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