Ícone 05.08.2019 | 14h35
Otmar de Oliveira
(Atualizada às 22h11)O Mestre Bolinha será velado a patir de 01h00 da madrugada desta terça-feira (6), na capela Jardins, em Cuiabá. O velório sairá às 16h00 no cemitério Parque Bom Jesus e o sepultamento será às 17h.
Faleceu aos 79 anos, o saxofonista João Batista de Jesus da Silva, o Mestre Bolinha. Ele estava internado desde sábado (3) em um hospital particular de Cuiabá, por complicações da Síndrome Mielodisplásica, doença que se caracteriza por insuficiência progressiva da medula óssea. Ainda não foram divulgados o local e horário do velório.
Ele se despediu da família com festa, participando do aniversário da cunhada no sábado. Foi nesse evento que ele passou mal e acabou sendo levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital.
“Ele se divertiu muito. Falou com familiares, conversou por chamada de vídeo com uma sobrinha, que mora em Minas Gerais, e disse que iria ‘amanhecer’ na festa. Mas cerca de 20 minutos depois começou a se sentir mal e reclamou de uma forte dor de cabeça”, contou a esposa do músico, Santina Silva ao
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Segundo a companheira, Bolinha é um guerreiro, muito amado pelos amigos e fãs, e que todos esperam que ele se recupere. “João é uma pessoa maravilhosa. Muito cuidadoso com a família, principalmente, com a única filha, Camila Jéssica. Ele a ama muito”, se emociona. O casal está junto há 35 anos.
Ícone da cultura mato-grossense, considerado um dos maiores saxifonistas do estado, Bolinha era filho de Mestre Albertino e dona Enedina Fernandes da Silva, casal que apreciava e incentivava as artes, em especial a música, em Mato Grosso.
A paixão de Mestre Bolinha pela música começou quando ele conheceu Ivonildo Gomes de Oliveira, o Mestre China, que tocava sax tenor. Em sua carreira, Bolinha participou da primeira banda de rock cuiabana, “Jacildo e Seus Rapazes”, que eram os reis da Jovem Guarda no estado.
Depois de 35 anos de trabalho, ele se aposentou como mestre da Banda de Música da antiga Escola Técnica e passou a atuar mais ativamente no movimento musical local. Participou da Rua do Rasqueado e do processo de retomada do rasqueado, a partir dos anos 80.
Junto com Pescuma e Moisés Martins formou a banda “Ventrecha de Pacu”, que chegou a gravar dois CDs. Em carreira solo Mestre Bolinha gravou 5 álbuns, com clássicos e também músicas inéditas. Uma de suas últimas apresentações públicas ocorreu em abril, no concerto “Mato Grosso de Todos os Ritmos”, quando tocou e encantou junto com a Orquestra Sinfônica da UFMT.
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Débora Carvalho - 05/08/2019
Lamentável ocorrido perdemos um ícone da cultura na música em Cuiabá ... Fica o sorriso a alegria e o legado que deixa na lacuna que jamais será preenchida ... Vai com Deus Bolinha ..Meus pêsames a toda família
1 comentários